Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 19/06/2021
Isaac Asimov, conhecido como o pai da robótica, em seu livro “Eu, Robô”, retrata contos de um futuro pouco distante, onde a Inteligência Artificial (IA) é utilizada de modo a otimizar as tarefas antes destinadas à humanos. Fora da ficção, porém da mesma forma descrita no livro, a tecnologia tem progredido de maneira exponencial desde meados do século XVIII com a Revolução Industrial. Atualmente, sua implementação está presente desde o mais trivial até o mais complexo dos casos. Entretanto, como também citado por Asimov, seu uso pode criar impasses éticos e morais, além de trazer riscos à humanidade. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de serem devidamente compreendidos e prevenidos.
A priori, as Inteligências Artificiais –como o próprio nome já sugere– criam questões de natureza filosófica, uma vez que geram o debate sobre o que define uma consciência. No jogo eletrônico “Overwatch” essa mesma questão gera um conflito entre Robô e Homem, onde o primeiro adquire inteligência suficiente para conceber sua própria existência e clama, assim, por igualdade. Tal assunto também é debatido pelo matemático Alan Turing, o qual desenvolveu um método conhecido como “Teste de Turing”, que tem por objetivo discernir uma consciência humana de uma artificial. No entanto, nem Turing ou mesmo Asimov, entram no mérito de como evitar que tamanho nível de desenvolvimento tecnológico surja. Presume-se, então, que seja apenas uma questão de tempo.
Por conseguinte, tendo em vista que não se trata de uma questão de “se” acontecer, mas sim “quando”, todos os riscos relacionados a esse advento devem ser considerados. Acerca disso, é pertinente trazer a concepção distópica do aclamado filme “Matrix” sobre um mundo onde as máquinas exercem total domínio sobre os homens, usando-os meramente como pilhas. Essa perspectiva, apesar de exagerada –e violar as leis da termodinâmica–, é um expoente do que pode vir a acontecer na realidade se medidas devidas não forem tomadas. Dessa forma, é de se entender que, além de questões filosóficas, as vantagens da utilização das IAs podem sucumbir a desvantagens de dimensões catastróficas para o bem estar humano. Depreende-se, portanto, a necessidade de se precaver à possíveis ameaças provenientes de avançado nível tecnológico. Para tanto, cabe as grandes empresas desse âmbito, como Microsoft, Facebook e SpaceX, a formação de grupos de pesquisa para o estudo de IA, por meio de verbas destinadas aos mesmos. As implicações práticas resultantes de investimentos nessa área podem levar a um acelerado, porém controlado, progresso tecno-científico. Logo, tais riscos tendem a ser gradativamente minimizados. Por fim, a humanidade, em consonância com máquinas, tornar-se-á mais próxima dos contos de Eu, Robô e distante da distopia de Matrix.