Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 19/06/2021
Muito se debate sobre a inteligência artificial, vantagens, desvantagens, valores, segurança assim como outros temas, mas o que mais preocupa é a questão da proteção de dados muito utilizado pela inteligência artificial para cadastros em sites, redes sociais, cursos, sorteios entre outros. Além disso as invasões cibernéticas são muito preocupantes, pois derrubam páginas de importância nacional no Brasil e no mundo, como foi o caso do hakeamento do portal do Tribunal Superior Eleitoral em novembro de 2020 e do Supremo Tribunal Federal em maio de 2021.
Em consequência disso nota-se grande insegurança da parte dos usuários da internet para com todo o sistema que cada vez mais se mostra ineficiente e impotente diante dos ataques hakers. Dependendo da tecnologia usada, um hakeamento pode ser fatal, como por exemplo na inteligência artificial militar que pode ser hakeada por um inimigo e utilizada de forma reversa.
Outro fator existente é o da substituição do trabalho humano por artificial, como apontam dados do blog especialista em tecnologia: Zyro, apontando que 90% das empresas já utilizam inteligência artificial nas vendas e 35% em funções básicas como vendas. A rápida implementação e aderência dessas novas tecnologias por parte das empresas são muito perigosas, pois como aponta o empresário e especialista no ramo da tecnologia Marcello Pinsdorf, a inteligência artificial não possui sensores de movimento, reconhecimento, social e outros num grau sequer parecido como o dos humanos.
Sendo assim, é de extrema importância que hajam delegacias especializadas em tecnologia para manter o controle e a segurança na utilização de inteligência artificial para que esses impasses éticos e morais do uso da tecnologia supracitada sejam regulamentados e praticados, além de que não se repitam ocasiões de extremo perigo como a invasão do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.