Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 21/06/2021

O filme “2001: Uma odisseia no espaço” tem como uma das protagonistas uma Inteligência Artificial, o computador HAL 9000, ela é responsável por controlar uma nave espacial, porém a máquina, supostamente infalível, coloca a missão em risco ao interagir com os tripulantes e tomar decisões autonômas e imprevistas. Fora da ficção, vê-se que com os avanços da tecnologia algo como o ocorrido no longa pode acontecer em pouco tempo. Nessa perspectiva, cabe falar sobre as falhas dos IAs durante suas atividades e o autoaprimoramento desses robôs.

Primeiramente, é válido abordar sobre a possibilidade das máquinas falharem durante os seus afazeres e isso prejudicar as pessoas, dependendo da atividade que está sendo realizada. Nesse contexto, de acordo com o G1, “motorista de acidente fatal de carro autônomo do Uber é acusada de homícidio nos Estados Unidos.” Logo, percebe-se que essas invenções precisam de mais testes e serem pesquisadas com mais cuidado para não ocorrer fatalidades como essa.

Por conseguinte, vale salientar a questão do autoaprimoramento dos IAs e como isso pode ser ruim para o ser humano. Nessa conjuntura, segundo o pesquisador na Universidade de Oxford, Bostrom, em seu livro Superintelligence, “alerta para o advento de sistemas não só inteligentes, mas capazes de se autoaprimorar. Ele chama esse fenômeno de superinteligência e conclui que ele é o principal risco existencial visível no futuro da humanidade.” Dito isso, nota-se que para não ter desastres que envolvam robôs e humanos, é preciso, antes de criar toda essa tecnologia, saber usá-la da maneira mais sábia e responsável possível.

Portanto, para minimizar os impasses éticos e morais do uso da Inteligência Artificial é necessário que os cientistas junto aos governos façam com que tais máquinas sejam seguras e confiáveis, por meio de testes e pesquisas avançadas e só sejam liberados quando realmente estiverem aptos para " viver" em sociedade a fim de que garantam a segurança da população diante desses dispositivos de inteligência.