Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 21/06/2021
De acordo com Steve Jobs, o fundador da Apple, a tecnologia move o mundo. Essa é uma afirmação plausível dada a importância dos recursos tecnológicos para a humanidade, sobretudo na área da comunicação. Apesar disso, o constante avanço e o uso da inteligência artificial tem feito o homem esbarrar em uma série de impasses éticos e morais que envolvem duas questões: os perigos que essa tecnologia pode representar e a linha tênue que separa a inteligência artificial de uma forma de consciência.
A princípio, quando se leva em consideração a criação de inteligências artificiais cada vez mais desenvolvidas e sofisticadas, a primeira preocupação é quanto aos perigos que ela pode trazer e a resposta é simples: vários. Atualmente, já é possível ver alguns deles, como por exemplo a substituição de pessoas por máquinas na realização de determinados trabalhos. Além disso, nesse momento a inteligência artificial vem sendo tratada como uma ferramenta que é subordinada ao homem, mas nada impede que, com tantos avanços, os papeis de “senhor” e “subordinado” não se invertam. No filme “Ex_Machina: Instinto Artificial”, por exemplo, esses perigos podem ser bem ilustrados. Na obra, um robô humanoide dotado de grande inteligência se revolta com o cientista que o criou e para adquirir sua liberdade, ele é capaz de enganar e ferir seres humanos.
Ademais, outros impasses éticos e morais repousam sobre a linha tênue que separa uma simples inteligência artificial de um novo ser capaz de pensar e que tem consciência própria. A robô Sophia, por exemplo, é uma androide real, criada pela empresa Hanson Robotics, capaz de conversar e demonstrar expressões faciais de diversos sentimentos. Ela foi a primeira robô a receber cidadania e em entrevistas já afirmou ter planos, um deles: ser mãe. Logo, é difícil afirmar até quando e onde será possível distinguir uma simples máquina de uma nova forma de criatura dotada de inteligência e consciência.
Portanto, é importante que a sociedade, em geral, reflita sobre a tecnologia e os limites de seu avanço, por meio do estímulo ao debate tecnoético nos campos da educação, da economia e da ciência, e suas implicâncias, a fim de que o desenvolvimento tecnológico seja conduzido com cautela e os perigos, como os relacionados com o uso da inteligência artificial, sejam evitados ou, pelo menos, atenuados.