Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 20/06/2021
Inteligência Artificial no contexto atual
A terceira revolução industrial, iniciada no século XIX, foi um período de grandes mudanças que trouxeram consigo diversas melhorias nos âmbitos sociais, econômicos e até mesmo políticos. Entre tais novidades está a chamada Inteligência Artificial, mecanismo tecnológico presente em um amplo espectro de aparelhos utilizados atualmente, desde um simples smartphone até um robô com capacidade de interpretar expressões humanas, como o Robô Sophia, criado em 2015 por um grupo de cientistas. No entanto, apesar de inúmeras qualidades que, sem dúvidas, facilitam o dia-a-dia das pessoas, o uso indiscriminado desta ferramenta pode ter sérias implicações no funcionamento da sociedade como um todo.
De acordo com Steve Jobs, criador da empresa norte americana “Apple”, a tecnologia move o mundo. Esta afirmação está, de fato, correta, uma vez que talvez, sem os avanços científicos, a humanidade estaria estagnada na sua estrutura prévia à revolução industrial. Todavia, é de extrema importância perceber que este fenômeno tem sido cada vez mais rápido e incessante, enquanto discussões éticas e legais se encontram décadas atrás. Isto cria uma área cinzenta quanto a validez de certas descobertas, entre elas a inteligência artificial (I.A).
Ademais, a obsessão hodierna por tecnologias novas combinada à falta de uma educação tecnológica, permite o aumento descontrolado do consumo de produtos que envolvem I.A, como a “Alexa”, assistente virtual da Amazon, desenvolvida pelo bilionário Jeff Bezos, ou os carros da marca “Tesla”, capazes de dirigirem sozinhos além de cumprirem outras funções. Isto, além de ampliar exponencialmente o consumismo, cria, devido à falta de legislação definida, espaço para o uso da ciência em questão para fins imorais e até ilegais, como a venda de informações e dados pessoais para grandes empresas, assim como o roubo de identidades e contas bancarias, fora a possibilidade de ocorrerem acidentes com carros e meios de transporte que utilizem I.A na função de piloto automático.
Portanto, fica clara a necessidade de maiores discussões quanto aos impactos éticos e morais da Inteligência artificial no mundo. Cabe nesse caso que a Organização das Nações Unidas junto à empresas de tecnologia como Microsoft, Amazon, Space X e Apple, inicie uma série de estudos que visem estudar os limites da I.A, assim como definir regras de uso e aperfeiçoamento dos mecanismos de segurança e proteção já existentes, com o fito de garantir maior segurança aos usuários.