Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 22/06/2021

No livro “Eu, Robô” de Isaac Asimov, o autor em seus contos retrata o cotidiano de robôs que realizam trabalhos, antes exercidos por humanos, como a personagem “Robbie” que é uma inteligência artificial programada para ser babá. Saindo da ficção, nota-se que a utilização de máquinas hiperinteligentes para executar tarefas humanas cresce exponencialmente rumo ao futuro descrito no livro. Com base nisso, é imprecindível discutir os obstáculos éticos e morais do uso da inteligência artificial no cenário brasileiro.

É inegável, de início, perceber que a aplicação de tecnologias que simulem a inteligência humana evidência um debate ético acerca da substituição das pessoas por autômatos. Segundo o professor, da Universidade Federal de São Paulo, Paulo Feldman, " a era dos robôs está chegando e vai eliminar milhões de empregos", observa-se que muitos trabalhadores estam sendo descartados e trocados por máquinas. Dessa forma, é necessário reposicionar milhares de funcionários alterando completamente os aspectos do mercado de trabalho. Prova disso, são os dados obtidos pelo Fórum Econômico Mundial que estima que para evitar o desemprego em massa  os países devem requalificar 1 bilhão de empregados até 2030.

Convém pontuar, ainda, que a utlização de dispositivos inteligentes promove um mecanização das relações sociais. Isso ocorre, porque a dependência extrema das tecnologias proporcionam um distanciamento nos vínculos interpessoais, tornando-as cada vez mais virtuais. Desse modo, ao tomar como base o pensamento do jornalista Sydney Harris, no qual “o perigo de verdade não é os computadores passem a pensar como humanos, mas sim que humanos passem a pensar como computadores”, fica evidente que o uso excessivo dessa ferramenta, é capaz de impactar negativamente a conduta humana. Isso é retratado na animação infantil “Wall-e”, produzida pela Pixar, a qual ilustra o comportamento das pessoas que dependiam de máquinas até para andar.

Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o Ministério da Educação, incentivar ações que dissemine a educação virtual. Tal ação ocorrerá por meio de um " Projeto Nacional de Incentivo à Tecnologia", o qual divulgará informações relevantes sobre o uso da Inteligência Artificial e seus impasses éticos e morais, bem como outros assuntos debatidos pela comunidade científica acerca das novas tecnologias. Com o objetivo de estimular o ensino dos avanços tecnológicos e orientar como utiliza-lás para o benefício de toda a população. Assim, os robôs como a “Robbie” serão apenas um recurso positivo e benéfico para o ser humano.