Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 21/06/2021

Como tratado no livro “Eu robo”, de Isaac Asimov, onde ele apresenta um futuro - que não é muito distante - onde a Inteligência Artificial (IA) é utilizada para substituir seres humanos nos mais básicos até os mais complicados tipos de empregos, gerando uma grande massa de desempregados. Saindo do mundo da ficção e pensando no agora, esse futuro mostrado na série já pode ser observado. Porém, juntamente com ele, vem impasses éticos e morais, que são: Um grande número de desempregados e se as inteligências artifiais serão uma ameaça para os seres humanos.

A priori, o fenômeno de substituição de pessoas por máquinas não é algo novo. Esse efeito é observado desde a primeira revolução industrial, onde várias pessoas perderam seus empregos por máquinas. Trazendo isso para os dias atuais, existem impasses morais e éticos nesta discursão que geram uma indagação sobre a total robotização do mercado de trabalho, sendo ela, a quebra do circuito de compra e venda. Como diz o filósofo Luiz Felipe Pondé: “Até que a inteligência artificial se humanize ao ponto de usar maquiagem” é necessário o mercado de trabalho para a manutenção do ciclo econômico de consumo, uma vez que, as máquinas não terão o intuito de ser tão desenvolvida ao ponto de se importar com qual bolsa ela irá sair.

Por conseguinte, a IA será capaz de desenvolver pensamentos filosóficos ao ponto de pensar no ser? Essa questão é amplamente tratada no filme “Eu Robô”, dirigido por Alex Proyas, onde a inteligência artificial “VIKI” assume que o problema do mundo é a própria humanidade, querendo assim, a extinção dela. Trazendo para a realidade, caso as máquinas desenvolvessem esse pensamento, que já foi abordado pelo filósofo Plauto, “Lupus est homo homini lupus”, traria grande problema para a humanidade. Uma vez que, as máquinas não sentiriam dores, nem fome e nem sede. A superioridade delas em questão de sobrevivência é amplamente notável, mas, esse pensamento destrutivo não pode ser desenvolvido por uma máquina com barreiras pré-estabelecida por humanos, quebrando assim a possibilidade de uma revolta das máquinas.

Depreende-se, portanto, a necessidade da criação de incentivos fiscais para aquelas empresas que empregarem seres humanos. Esse estímulo seria dado pelo Governo do país, o que garantirá que a mão de obra do homem, mesmo em pequena escala, seja mais barata do que a de um robô. Esse processo conseguiria frear, em parte, a substituição em massa dos trabalhadores por máquinas. Por sua vez, um sistema de desligamento, deve ser implementado nas máquinas pelos próprios desenvolvedores. Esse algoritmo poderia ser acessado por comando de voz. Uma vez que o autômato escutasse o comando, ele se desligaria, repelindo assim, qualquer tipo de agressão gerada pelo androide.