Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 22/06/2021

A Revolução Ténico-científica, caracterizada pelo desenvolvimento de tecnologias, como a internet, encurtou distâncias ao promover um modelo de comunicação instantâneo e globalizado. Posteriormente, aprimoramentos de cálculos algorítmicos resultaram em transformações mais intensas nas relações sociais, tendo em vista os sistemas de inteligência artificial provindos da “Indústria 4.0”, os quais dinspõem de precisas análises e estimativas computacionais. Nesse âmbito, deve-se discorrer sobre os benefícios de tal sistema, bem como os impasses na preservação ética e moral de seu uso.        Sob primeiro viés, vale frisar que a aplicabilidade de sistemas de I.A faz-se cada vez mais recorrente na esfera pública, considerando-se que remete à tentativa, por parte de corporações, de constante aperfeioçamento no desempenho das suas funcionalidades. Como exemplo, tem-se a ‘medicina baseada em evidências’, a qual utiliza inúmeros dados computacionais como ferramenta uxiliadora na identificação de comorbidades clínicas, de modo a antecipar tratamentos e, assim, minimizar complicações patológicas. Nessa lógica, torna-se visível a indispensabilidade dessa ferramenta na promoção da saúde da população.

Em segunda perspectiva, embora as tecnologias computacionais possam otimizar esferas coletivas, há, também, a possibilidade de transcendência dessas à capacidade de domínio humano. Essa reflexão foi precedida pelo físico Stephen Hawking, em uma entrevista concedida à BBC Neaws, na qual afirmou que, enquanto os impactos das tecnologias artificiais vigentes dependem de quem as controla, no futuro, dependerá da sua passibilidade de controle. Isso pode ser verificado pelo projeto - barrado pela ONU - que envolveria o armamento militar sob controle de softwares, os quais estariam desprovidos de quaisquer tipos de sensibilidade e empatia, sob total ordenamento de comandos algorítmicos.

Torna-se evidente, portanto, que o debate acerca de valores humanísticos no desenolvimento de sistemas tecnológicos deve ser expandido. Diante desse quadro, cabe ao Conselho Internacional de Ciência, em parceria às organizações nacionais de pesquisas, como a CNPq, promover conferências semenstrais que discorram sobre os possíveis desfechos dos avanços tecnológicos modernos, sobretudo os que envolvem o uso das I.A. Tais assembleias, além de estabelecerem normas que restrinjam o avanço de tecnologias que ameacem a harmonia e o equilíbrio público, devem exigir, também, que a formação acadêmica de profissionais de áreas da informática englobe matérias sobre a inserção da ética e da responsabilidade no desenvolvimento técnico-científico. Com essas medidas, os avanços provindos da Indústria 4.0 poderão ser comtemplados de forma benévola pela população.