Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 21/06/2021

Segundo Isaac Asimov, conhecido como o pai da robótica, em seu livro “Eu, Robô”, retrata contos de um futuro pouco distante, onde a Inteligência Artificial (IA) é utilizada de modo a otimizar as tarefas antes destinadas à humanos. Fora da ficção, porém da mesma forma descrita no livro, a tecnologia se desenvolve de uma forma exponecial, no qual o uso de software e aplicativos se faz presente no cotidiano da sociedade. Entretanto, hão de ser analisados seguintes impasses: o aumento do desemprego e o distanciamento das relações pessoais.

Constata-se, a princípio, que a Revolução Industrial foi um processo de inúmeras mudanças sociais que assolam até os dias atuais. Com isso, o mundo passou a ter inovações tecnológicas, mudanças trabalhistas e mecanização da produção. Sob essa ótica, apesar das significativas modificações para a sociedade, muitos indivíduos não acompanharam esse processo produtivo, seja pela baixa escolaridade seja pela exclusão digital. Além disso, o aumento da robotização em áreas trabalhistas, como, em usinas de açúcar e etanol sendo um dos mais fortes símbolos das mudanças no campo. De acordo com o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool, em oito anos, o plantio e a colheita, que eram 100% feitos a partir do trabalho dos cortadores de cana, já estão 80% mecanizados em Minas. Proporcionando o desemprego, em que ocorre a substituição do homem pela máquina.

Faz-se mister, ainda, salientar o filósofo Zygmunt Bauman, em seu livro Modernidade Líquida. Para ele, o advento da internet e das redes sociais, as relações tornaram-se mais superficiais. Dessa forma, o contato entre indivíduos é cada vez menor e existe uma perda de valores, visto que na internet as relações humanas no sentido de “desfazer amizade”, “deixar de seguir” ou “bloquear” de distância se tornou fácil, além de criar uma pessoa solitária em uma multidão de solitários na mesma situação. Desse modo, com a “fluidez” de relacionamentos, no qual a intensificação do uso de aplicativos sociais, se torna algo superficial, ocasionando o distanciamento de indivíduos. Em suma, na relação “liquida”, o sujeito torna-se objeto e posteriormente trasnformando-se numa fonte prolífera de ansiedade.

Infere-se, portanto, que tais impasses tecnológicos descritos é um mal para sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, através de ações com empreendedores, criar um eficiente programa da promoção de educação digital contendo profissionais especializados em Inteligência Artificial, a fim de aumentar a empregabilidade e o acompanhamento da produção digital. Além disso, o Ministério da Cidadania deve estimular palestras, em conjunto de profissionais da área da Psicologia, por meio de conversas e incentivo de socialização, visando desestimular a propagação de relações superficiais. Assim poder-se-á tranformar o Brasil em um país socialmente desenvolvido.