Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 21/06/2021

No mundo cinematográfico, contradições entre a humanidade e as máquinas sempre são abordadas como, por exemplo, no filme “Matrix”. Mas embora a realidade atual não seja de conflito igual da película, preocupações em torno do “AI” , sigla para Inteligência Artificial em inglês, vêm trazendo à tona o debate sobre o seu uso, limites e impasses ético-morais de forma mais recorrente. Pois à medida que fica mais avançada, mudanças profundas ocontecem na sociedade e são: o desemprego estrutural e incertezas no manejo das informações controladas por ela.

Desde o advento dessa tecnologia, sobretudo nas principais economias, grandes redes industriais e de serviços a utilizam amplamente para aumentar a produtividade e reduzir custos. Entretanto, postos de trabalho estão sendo extinguidos por causa do “AI”, pois tarefas executadas antes por pessoas, agora são realizadas por máquinas. E em virtude dessas substituições, cerca de 5 mil agências bancárias fechadas e 15 mil funcionários demitidos em 2020, porque segundo o FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), cada vez mais as transações financeiras são feitas em meios digitais, cujo gerenciamento entre a empresa e o cliente é feita por Inteligência Artificial, assim dispensando a necessidade de um humano para intermediá-lo.

Além do mais, muitas informações e dados de grande relevância estão sendo delegados ao manejo desse tipo de maquinaria como é o caso da rede antimísseis da Europa, que é um sistema de defesa controlado por “AI”, assim informa a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico do Norte). Ou seja, as vidas de milhões de pessoas dependem da capacidade de tomada de decisão de uma máquina, que precisa ser rápida e segura, mesmo em situações complexas.

Mediante o que foi exposto anteriormente, há a necessidade de se ampliar a discussão a respeito da Inteligência Artificial e dos seus impactos na sociedade, para que conflitos em decorrência dela sejam solucionados ou pelo menos mitigados. Logo, o Governo, por meio dos seus Ministérios da Economia e da Educação, pode criar planos de profissionalização para aqueles que perderam o emprego para uma máquina se recolocarem no Mercado de trabalho, como também criar Conselhos Consultivos em conjunto com o Legislativo para ajudar na elaboração de Leis que regulem e estabeleçam limites para o uso de Intelegência Artificial.