Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 22/06/2021
O filme “Blade Runner” trabalha a questão ética envolvendo a relação entre humanos e máquinas e também as consequências da inteligência artificial (IA). Nesse sentido, tal perspectiva se faz presente, uma vez que empecilhos éticos e morais no uso desse sistema é uma problemática recorrente. Diante disso, é necessário destacar dois entraves: a falta de neutralidade e os vieses escondidos nas bases de dados.
A princípio, a IA se refere à criação de máquinas com habilidade de pensar e agir como os indivíduos, que vão ser conduzidas por uma base de dados com registros de escolhas humanas, ou seja, não há neutralidade. Segundo Stephen Hawking, físico, a falta de parâmetros éticos na criação de uma IA pode colocar em risco a vida da humanidade. Nessa perspectiva, esse sistema tem potencial para agravar a desigualdade social através de uma tomada de decisão arbitrária ou discriminatória, por exemplo, já existem tribunais governamentais usando a IA para decidir sentenças criminais. Consequentemente, dados com preconceitos sociais trazem resultados que afetam a sociedade negativamente.
Paralelo a isso, a IA não tem capacidade crítica inerente aos seres humanos para verificar se o que foi apreendido está de acordo com o que é considerado ético na sociedade. Conforme o relatório AI Index, em sua edição de 2019, 13% das empresas informaram atuar para lidar com problemas como vieses. Nesse âmbito, à medida que as máquinas adquirem recursos de linguagem semelhante às humanas elas também estão absorvendo preconceitos ocultos nos padrões da língua. Logo, as empresas tentam “encontrar a cura” para sanar o problema de vieses escondidos, mas é uma tarefa que exige grande diversidade na equipe de desenvolvimento e uma supervisão constante.
Portanto, faz-se necessário medidas para minimizar a problemática em questão. Cabe ao Estado criar um Órgão que fique responsável pela superfisão das empresas que utilizam a IA, permitindo que os sistemas que sejam capacitados com base em uma autoridade moral, a fim da transparência e do cumprimento da sua execução dentro de princípios éticos e morais. Assim, a os empecilhos que circudavam a inteligência artificial serão reduzidos, possibilitando seu uso seguro para facilitar as tarefas do dia a dia e não colocará em risco a vida humana.