Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 22/06/2021

Em “How to Build a Better Boy”, filme lançado pela Disney, a personagem principal utiliza Inteligência Artificial (I.A.) militar para criar o garoto perfeito, tudo isso em nome de um capricho pessoal. Saindo do tablado ficcional, muito se discute sobre a existência da I.A. e seus impasses éticos e morais, já que existe um crescimento tecnológico desenfreado e altas implicações humanas em seu uso.

Convém ressaltar, a princípio, que nas últimas décadas o mundo sofreu grandes avanços e influências tecnológicas devido a nomes como Steve Jobs, Bill Gates e Mark Zuckerberg. Desse modo, questões relacionadas aos desafios do uso de máquinas inteligentes e programas que parecem apresentar funcionalidades de seres humanos entram em discussão em todos os territórios. Nesse viés, tais debates serão destacados nos campos éticos e morais, já que uma das grandes premissas ditas por Stephen Hawking, físico teórico britânico, foi “a falta de parâmetros éticos ao criar uma inteligência artificial pode comprometer a vida humana”. Nesse sentido, a preocupação com a sobrevivência da espécie fez a ciência buscar meios de conciliar as leis que envolvem a moralidade e as novas descobertas e experimentos, não tendo o sucesso esperado, pois divergências socioeconômicas e culturais impedem a criação de uma legislação para a I.A.

Ademais, as inovações e os aprimoramentos feitos nos recurssos tecnológicos modificam a forma como os indivíduos agem e pensam em sociedade. De acordo com o escritor Yuval Noah Harari em seu livro “21 Lições Para o Século 21”, as inteligências artificiais serão responsáveis por inúmeras funções que antes eram exercidas por humanos, como dirigir e realizar atendimentos médicos simples. Nesse viés, fica claro como esse advento irá interferir de maneira efusiva na vida do homem nas próximas décadas e limites necessitam ser estabelecidos desde o período atual. Sendo assim, os princípios éticos e morais não podem ser esquecidos conforme a tecnologia se aperfeiçoa, já que ela precisa ser um fator de ajuda e não de calamidade.

Em suma, os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial ganham destaque devido ao avanço desenfreado da tecnologia e dos impactos que ocasionam nas atividades humanas. Desse modo, é dever da ONU (Organização das Nações Unida) auxiliar no processo de desenvolvimento responsável das I.A., por meio da criação de um comitê que analisa os impactos positivos e negativos desse progresso científico, objetivando o desenvolvimento de uma legislação para todos os países na qual normas seriam estabelecidas para o uso corretos e não danoso desse tipo conhecimento, assim as máquinas não seriam usadas para atividades supérfluas, como em “How to Build a Better Boy”, e nem seriam responsáveis por comprometer a vida, como dito por Hawking.