Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 22/06/2021

Na saga de filmes “Star Wars” é retratada a utilização de exercícios dotados de Inteligência Artificial (IA), um exemplo do R2-D2 e C-3PO, para realizar tarefas de precisão que antes requeriam humanos, como a medicina. Não distante da ficção, realidade tal começa a pertencer ao cenário hodierno mundial, com uma execução de cirurgias sem qualquer assistência humana. Entretanto, quando se leva em conta apenas os aspectos técnicos para o desenvolvimento tecnológico, afeta os desafios éticos e morais, como o desemprego e a falta de controle dos usuários. Desse modo, cabe analisar os impasses que solidificam a problemática.

Constata-se, em primeira análise, que, um dos desafios relacionados ao uso de IA é uma elevação de desemprego e desigualdade. De maneira que os dados da Organização SAP News afirmam que 45% dos empregos existentes serão automatizados em apenas 20 anos. Dessa forma, a massiva adoção de sistemas ciberfísicos se tornará diretamente proporcional ao crescimento de brasileiros desempregados em decorrência da substituição da mão de obra humana pela Inteligência Artificial. Ademais, os mais afetados serão os trabalhadores menos nomeados, que verificam o desemprego aumentar em mais de cinco pontos percentuais, segundo estudos desenvolvidos pela Fundação Getúlio Vargas. Destarte, torna-se perceptível a construção de um cenário desafiador para o corpo social.

Ressalta-se, ademais, que a ausência de controle dos usuários nas plataformas tecnológicas atuais fomenta os desafios éticos e morais da Inteligência Artificial. Nesse ínterim, em um episódio da série “Black Mirror”, um aplicativo de relacionamento entre pessoas com base em estatísticas, tornando o usuário passivo na escolha. De igual maneira, é visível que os internautas são expostos a um conteúdo limitado na internet em virtude dos mecanismos dos filtradores de informações. Consequentemente, vê-se uma forte influência da inteligência artificial na comunidade cibernética. Desse modo, políticas públicas eficazes tornariam possível a prática da ética e da moral no uso de aparatos tecnológicos.

Depreende-se, portanto, que o mau gerenciamento de Inteligência Artificial é um risco para o bem-estar da população brasileiro. A priori, cabe ao Poder Legislativo criar uma lei que vise equalizar o trabalho das máquinas em relação à mão de obra humana, um exemplo de controle de mecanismos de segurança e mercados, tendo em vista que devem coibir empresas de utilizarem apenas sistemas ciberfísicos, não intuito de amenizar o desemprego estrutural do país. Urge, também, que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, publique vídeos curtos e dinâmicos em plataformas de streaming de vídeo, os quais esclareçam uma população sobre os algoritmos, evitando o controle de dados. Para que, assim, sejam reduzidos os impactos éticos e morais.