Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 02/07/2021
O filme norte-americano “O exterminador do futuro” apresenta uma situação crítica na máquina, após ser desenvolvida a ponto de ultrapassar a inteligência e capacidade humana, declara guerra contra a humanidade. Analogamente à perspectiva cinematográfica, apesar de computadores ainda não representam uma ameaça desse nível, o uso e aprimoramento da Inteligência Artificial é uma realidade. Aliado ao crescimento de seu potencial, crescem proporcionalmente os riscos éticos e morais a que somos expostos nesse processo. Isso pode gerar quadros de insegurança nas redes e uma onda de desemprego, caso não recupere ações por parte do investimento privado e de órgãos federais.
Primeiramente, sistemas de Inteligência Artificial são amplamente utilizados no ambiente virtual, com destaque para as redes sociais, centrais de atendimento e plataformas bancárias. Essa ampla presença dessa Inteligência, quando desconectada de modelos de segurança adequados e medidas reguladoras impostas por leis, expõe os usuários desses serviços à violação de sua privacidade e à coleta irrestrita de seus dados. A exemplo disso, a rede de compartilhamento “Facebook” foi recentemente acusada do uso de informações pessoais de seus adeptos, cenário que se repete constantemente no meio virtual. Logo, é perceptível que o despreparo do Brasil para o uso da utilização dessa tecnologia - seja por carência de controle legal, seja pela falta de especialização em segurança virtual -, torna os brasileiros abertos a serem vítimas de fraudes ou roubos online.
Paralelamente a esse fator, essas tecnologias sendo experimentadas em produtos como carros e aviões, sob o pressuposto de dispensar a atuação de motoristas ou pilotos. Em torno disso transitam duas grandes problemáticas: A quem cabe a responsabilidade em caso de acidentes envolvendo esses meios de transporte e o desemprego propiciado pela mecanização do trabalho. Isso implica que, geralmente, os riscos morais, éticos e econômicos são nascidos em segundo plano - ou ignorados - em busca de um avanço técnico em tempo recorde. Portanto, a nação se encontra cada vez mais suscetível a crises socioeconômicas em decorrência de um monitoramento ineficaz dessas melhorias.
Portanto, são imperativas medidas que induzem os impactos morais e éticos negativos do uso dessas inovações. Dessa forma, empresas privadas dos setores devem promover, por meio da especialização de profissionais em segurança digital, um meio virtual seguro. Esses devem estar presentes desde um processo até o efetivo uso do sistema, um fim de garantir a segurança da população dentro das redes. Ademais, o legislativo deve estabelecer limites para a utilização das tecnologias por meio da criação de leis, como quais devem levar em conta também os impactos sociais e econômicos, para evitar desordem na sociedade e impedir que os cenários como o retratado no filme se tornem realidade.