Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 02/08/2021
A Inteligência Artificial (IA), fruto da Revolução 4.0, são máquinas com capacidade de aprender, pensar racionalmente e tomar decisões, que em teoria proporcionam uma melhor qualidade de vida para o homem. Todavia, tal avanço tem nos desafios éticos e morais, como o uso dessa ferramenta para proporcionar o caos dos gostos e a própria propagação de condutas preconceituosas.
Sob esse viés, é importante ressaltar que toda tecnologia é passível de ser usada para o benefício ou malefício da população. Nessa esteira, a IA carrega em si essa dualidade, assim como a radiação. Haja vista que, por meio de tratamento com tratamento, conseguiram curar seus cânceres. Da forma mesma, bombas atômicas causaram a morte de milhares de japoneses, durante a Segunda Guerra Mundial É evidente, portanto, que a inteligência artificial pode ser usada para proporcionar uma desolação. Todavia, por meio de fiscalizações a sociedade só precisaria conviver com o lado facilitador da IA, como tomar decisões mais lucrativas para uma empresa.
Ademais, outro problema atrelado ao panorama supracitado é uma reverberação de atitudes preconceituosas pela IA. Nessa conjuntura, é valido saliente o conceito, de Pierre Boudieu, sobre “Habitus”, espaço socialmente compartilhado, pela população, nele há todos como condutas da civilização. Logo, por possuir o poder de aprender, por meio de repetições e análises da conjuntura atual, a IA é passível de reproduzir medidas preconceituosas, pois, infelizmente, o preconceito está imerso no “habitus” do homem.
Dessa forma, uma ONU (Organizações das Nações Unidas) deve impedir os impasses éticos e morais do uso da IA. Isso deve ser feito, por meio da criação de um órgão fiscalizador de tecnologias artificiais, esse deve ser composto de um membro de cada país, além de possuir uma carta com todos como condutos que deveram serem seguidas por fabricantes de IA. Com essa medida, a IA seria usada apenas para o bem.