Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 06/08/2021
A Inteligência Artificial (IA) fruto da 4° Revolução Industrial, é uma tecnologia capaz de aprender, pensar racionalmente e tomar decisões. Em teoria, portanto, a IA proporcionaria uma melhoria na qualidade de vida do homem. Todavia, tal avanço carrega inúmeros desafios morais e éticos, como, respectivamente, o uso dessa ferramenta para proporcionar o caos da sociedade e possibilidade de falhas da IA.
Sob esse viés, é importante ressaltar que toda tecnologia é passível de ser usada para o benefício ou malefício da população. Nessa esteira, a Inteligência Artificial possui em si essa dualidade. Um exemplo de tecnologia com esse dualismo é a radiação, pois ela proporcionou a cura -por meio de tratamento com elementos radioativos- de pessoas com câncer, no entanto, bombas atômicas causaram a morte de milhares de japoneses, no fim da Segunda Guerra Mundial. É notório, portanto, que a IA pode ser usada para provocar uma desolação mundial, haja vista que, em um futuro próximo ela estará comandando os setores de transporte, comunicação e até mesmo o militar.
Ademais, o panorama, caótico, supracitado é atrelado à dilemas éticos. Uma vez que, essa tecnologia estiver controlando os grandes setores de um país, uma pequena falha de cálculo causaria a morte de milhões de indivíduos. A exemplo, desse cenário, perverso, a alteração, na rota de aviões poderia colocá-los no mesmo local e tempo gerando um acidente catastrófico. Entretanto, esse contexto, perverso, poderia ser assolado caso houvesse uma fiscalização eficiente da fabricação e uso da IA.
Dessa forma, fica evidente que as medidas devem ser recuperadas para resolver o impasse. Para isso, a Organizações das Nações Unidas (ONU) deve impedir o uso negativo da IA. Isso deve ser feito por meio da criação de um órgão fiscalizador de inteligência artificial, esse deve ser composto com integrantes de todos os países e rígido por uma carta de leis. Essa por sua vez, deve ser escrita baseada nas concepções éticas e morais da civilização. Com essas medidas objetiva-se, assegurar que a IA seja usada para proporcionar, apenas, o benefício do homem e sua dualidade seja cessada.