Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 19/10/2021

Karen é uma robô com inteligência artificial da animação Bob Esponja, no desenho a personagem realiza situações com independência. Contudo, o conceito de Inteligência Artificial deixou de ser fictício e atualmente está presente no cotidiano da sociedade auxiliando em várias atividades, como compras em sites. Porém, como qualquer inovação tecnológica, ela possui lados positivos e negativos, lados com menor ou maior grau de complexidade. Além disso, deve-se lembrar que o criador dessas tecnologias artificiais ainda são os humanos, em vista disso, quem determina os limites dessa ciência é a ética e o nível de ganância do homem. Dessa maneira, de forma correta essa ciência computacional poderá ajudar a resolver conflitos e desafios como a pobreza, ou irá ampliar guerras e criar novos empecilhos.

Em primeiro plano, para o filósofo Aristóteles, um dos princípios da virtude ética é a responsabilidade, ou seja, assumir a sua posição dentro do todo em que está sendo dito, a partir disso deliberar, escolher e agir para o bem comum. Em vista do citado, a sociedade atual possue uma extrema carência de ética, como é o caso das guerras do Oriente Médio, pois uma boa parte das outras nações mundiais só oferece ajuda caso seja de seu interesse econômico ou político. Assim sendo, a Inteligência Artificial poderá se tornar uma arma na mão de sujeitos de má-fe, com a criação de armamentos militares robóticos ainda mais avançados, onde a chave de comando estará nas mãos de uma elite ainda ainda mais restrita. Um exemplo é a distopia apresentada no filme Chappie.

Em segundo plano, a Inteligência Artificial não mais deixará de existir, pois como já supracitado esse tema está muito presente na vida atual globalizada, podendo ser maior democratizada e utilizada em prol do bem comum da sociedade. Um dos exemplos é a “Alexa” uma assistente virtual criada para executar tarefas por comando de voz, um grupo beneficiado com essa tecnologia são os deficientes e físicos ou com dificuldades mentais, na qual fazem atividades com maior independência e praticidade.

Portanto, fica evidente a necessidade  de medidas que possam resolver os impasses éticos existentes em relação ao uso da Inteligência Artificial. Visto que a “tecnologia move o mundo”, frase de Steve Jobs. Por conseguinte, cabe as nações mundiais (desenvolvidas e subdesenvolvidas) fazer uma interação com maior abertura de informações com a sociedade, por meio televisivo ou com agentes especializados em Inteligência Artificial, a fim de que eles possam atender necessidades específicas de cada região do mundo e que o sujeito saiba a tecnologia artificial envolvida. Somente assim, a Inteligência Artificial será usada em prol da Virtude Ética Aristotélica, e sem a exclusão de indivíduos.