Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 13/11/2021

“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. A afirmação, atribuída ao dramaturgo irlandês Oscar Wilde, pode facilitar ser aplicada aos entraves acerca da utilização de forma negligente da inteligência artificial, já que é justamente a falta de incômodo social diante dessa vicissitude que o consolida como um regresso para a nação brasileira. Nesse sentido, é preciso analisar a mentalidade capitalista e suas consequências como contribuintes para a naturalização desse quadro.

Diante desse cenário, é lícito postular o interesse financeiro como impulsionador do revés supracitado. Sob essa perspectiva, é notório que atualmente os indivíduos produzem tecnologias de intelecto artificial com o intuito de gerarem lucros sem pensar, na maioria das vezes, no bem coletivo e nas consequências que suas criações podem acarretar. Segundo o filósofo britânico Adam Smith, as pessoas tendem a lutar pelos seus próprios interesses, o que ao trazer para a pauta em discussão, demonstra uma falha ética e moral na sociedade.

Outrossim, é válido ressaltar a falta de empregos com resultado da problemática. Acerca disso, é nítido que a substituição da mão de obra humana pela robótica, por conta do capitalismo, gera cada vez mais desempregos, configurando uma questão que fere a ética do corpo social, uma vez que não há um benefício mútuo com tal ato e nem a reflexão sobre o assunto. Por conseguinte, de acordo com o filósofo Mario Sérgio Cortella: “É necessário cuidar da ética para não anestesiarmos a nossa consciência e começarmos a achar que tudo é normal.”, dessa forma é preciso que a normalização de atos, como os citados anteriormente, sejam diminuídos.

Portanto, é preciso que os entraves a respeito dos desafios étnicos e morais da inteligência artificial sejam combatidos para a diminuição da miopia social com relação ao assunto. Sendo assim, é necessário que as mídias, em parceria com o Empresas de intelecto artificial, como a IBM, realizem campanhas, através dos canais de televisão, rádio e redes sociais, acerca da importância do uso de tecnologias artificiais de forma promissora e para a contribuição geral com o intuito de gerar uma maior consciência acerca do assunto e colaborar com a formação de um sociedade mais harmônica. Somente dessa maneira, será possível superar o impasse.