Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 14/11/2021
A Bioética, busca por meio de análises, avaliar de melhor forma, projetos, que possam inferir moralmente transtornos à sociedade. De maneira análoga a isso, os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial, podem vir a inferir a relação destas pessoas com a tecnologia. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o dilema moral por parte da população, em relação ao avanço tecnológico e a sua codependência.
Em primeira análise, evidencia-se o dilema ético por parte da população, em relação ao avanço tecnológico. Sob essa ótica, segundo o site Mobile Time, 47% das pessoas no mundo acham que a inovação tecnológica está acontecendo de maneira rápida demais. A proporção sobe para 81% quando considerados apenas os entrevistados que trabalham em empresas de tecnologia. Dessa forma, em virtude dos dados apresentados, certamente há o temor por parte destes trabalhadores. Indubitavelmente, quanto maior o número de máquinas, proporcional será a sua taxa de substituição e desemprego para os trabalhadores da área.
Além disso, é notória a dependência da sociedade por parte da área de tecnologia. Desse modo, segundo Jean Jacques Rousseau, “o ser humano nasce livre, porém por toda parte se encontra acorrentado”. Consoante e isso, pode se estabelecer a dependência social pela tecnologia, aquela que aprisiona e direciona, sobretudo empresas e a comunicação da população entre si. Os deixando incapazes de se comunicar, sem a sua ausência.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a democratização ao acesso de informações confiáveis, sobretudo ao uso da inteligência artificial. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, fazer programas que busquem introduzir de maneira igualitária, informações e análises correspondentes, a ética e a moral de sua proposta, a fim de que traga maior sensação de segurança a seus usuários. Somente assim, com o uso na Bioética, poderá, inegavelmente, realizar-se a conscientização de uma inteligência artificial, de maneira mais confiável.