Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 26/05/2022
O célebre escritor Aldous Huxley afirmou, em sua obra “Admirável Mundo Novo”, que os fatos não deixam de existir só porque são ignorados. À luz do pensamento do autor, nota-se que no Brasil ainda há um descaso em relação as consequências da inteligência artificial. Isso se explica devido à falta de limitação do desenvolvimento da IA e ao aumento da taxa de desempregos.
Com efeito, é importante destacar a forma como o Estado lida à falta de limitação do desenvolvimento da Inteligência artificial. Isso porque, na obra “Cidadão de Papel”, Gilberto Dimenstein teoriza a falha na aplicação de leis no Brasil, as quais apresentam dificuldades para se concretizar, embora apareçam perfeitas na prática. Prova disso é a falta de leis que limitem o progresso da ia que podem gerar futuras consequências para a humanidade. Dessa forma, depreende-se que os tratamentos precários oferecidos pelo Estado corroboram a manutenção desse problema no cenário brasileiro.
Além disso, a falta de criticismo social sobre o aumento da taxa de desempregos é um fator preocupante. Com efeito, o filósofo Kant desenvolveu a ideia de “menoridade intelectual”, a qual caracteriza a falta de autonomia do indivíduo sobre o entendimento da realidade. Nessa teoria, o autor afirma que a saída desse “status” é o esclarecimento, ou seja, uma adequada educação. No entanto, no Brasil, verifica-se uma insuficiente discussão no âmbito educacional e social acerca das consequências da inteligência artificial. Por conseguinte, há uma persistência da falta de senso crítico da nação corroborando a questão dessa banalidade social.
Portanto, infere-se que as consequências da inteligência artificial precisam ser mitigadas. Para isso, cabe às autoridades governamentais desenvolver políticas públicas como decretos que limite o desenvolvimento da IA e investir na educação social acerca da banalidade de trocar pessoas por maquinas. Essas ações poderão ser executadas mediante um direcionamento de verbas e recursos aos setores responsáveis, a exemplo do Ministério da Tecnologia e do Ministério da Educação, com o intuito de não apenas corrigir a falha de aplicação das leis, como também elucidar a população sobre a adversidade em questão.