Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 02/04/2023

Em meados do século XX, durante o período da Segunda Guerra Mundial, foi desenvolvida a internet. A princípio, tal ferramenta tinha como objetivo facilitar a comunicação bélica. Todavia, com o fim do conflito a internet foi difundida e alcançou novos públicos, ganhando também novas funções, dentre elas, o desenvolvimento de inteligências artificiais (I.A.). Destarte, na atualidade, é preciso analisar os impasses éticos e morais do uso desses equipamentos. Logo, cabe analisar os prejuízos sociais e a negligência legislativa diante desse tema.

Primeiramente, é válido destacar que, com o avanço das novas tecnologias, empecilhos sociais acabam sendo desenvolvidos, a exemplo do desemprego, devido à inserção das inteligências artificiais no mercado de trabalho. Nesse sentido, na novela “Travessia”, veiculada pela rede Globo, uma I.A. - chamada Aroldo - assume o cargo de garçom. Sobre essa lógica, nota-se que robôs estão ocupando vagas de seres humanos - que necessitam de um trabalho para ter uma habitação e alimentação. Dessa forma, essa substituição representa um impasse que precisa ser revertido, haja vista que os indivíduos com baixa qualificação terão seus empregos automatizados.

Ademais, é imprescindível pontuar que a falta de políticas que regulem essa atividade agrava ainda mais essa problemática. Sabe-se que existem diversos projetos para a criação e desenvolvimento de novas inteligências artificiais, cada vez mais hábeis e parecidas com os seres humanos - a exemplo do ChatGPT, criado para responder perguntas e realizar atividades simulando o comportamento humano. No entanto, essa acelerada evolução na área, traz sérios prejuízos éticos e morais para a sociedade, visto que não existe uma legislação específica que regule a atividade dessas máquinas, o que pode ocasionar diversos problemas, como a exposição de dados dos internautas. Assim, antes de criar novas I.A., é essencial criar regras para que seja seguro usá-las e conviver com elas.

Portanto, o Ministério do Trabalho - responsável pelas políticas trabalhistas- deve, por meio de um maior destinamento de verbas às prefeituras, criar cursos profission