Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 27/06/2023

O episódio “Joan is awful”, da série “Black Mirror”, retrata a história de uma mulher que tem sua vida afetada após a criação de uma série baseada em sua vida, roteirizada e gerada por inteligência artificial. Ao longo da trama, mostra-se todos os problemas causados pela tecnologia na vida pessoal da protagonista. No entanto, percebe-se que a ficção não é diferente da realidade, uma vez que essas programações ultrapassam diversos conceitos considerados éticos na sociedade. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à falta de regulamentação e segurança do uso da I.A, mas também por afetar a relação homem e máquina.

Sob esse viés, cabe analisar a ausência de medidas das empresas para garantir a segurança do uso de inteligências artificiais. Segundo Dmitri Alperovitch, cofundador da CrowdStrike, a I.A é extremamente benéfica para o campo da cibersegurança, mas também favorável para os criminosos. Nesta lógica, pode-se citar que esses sistemas operacionais podem ser utilizados para gerar vozes e características físicas. Diante disso, a falta de políticas que regulamentem os perigos do uso desses softwares contribui para o uso indevido dessa tecnologia para golpes e crimes, o que colabora para o crescimento do problema.

Ademais, a relação homem e máquina também pode ser afetada pelo aumento do uso desses programas. De acordo com economistas do Goldman Sachs, a Inteligência artificial pode abalar 300 milhões de empregos no mundo. Um exemplo é a empresa Marvel Studios, que utilizou I.A para gerar a abertura da série “Invasão Secreta”, dispensando a contratação de ilustradores e criadores para o projeto. Consequentemente, com a inovação da tecnologia, os trabalhadores tendem a ser substituidos por máquinas.

Portanto, conclui-se que medidas severas devem ser tomadas para solucionar a problemática. Assim, é necessário que as empresas privadas criadoras de inteligência artificial solucionem os perigos dessa tecnologia, por meio da fiscalização, análise e regulamentação desses softwares, com o intuito de evitar o aumento de crimes cibernéticos e gerar uma relação melhor entre humano e máquina. Enfim, visando uma realidade diferente abordada na série “Black Mirror”.