Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 14/10/2023
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca dos impasses éticos da inteligência artificial, uma vez que a rápida evolução está transformando a sociedade tal modo que afeta não só o mercado econômico, mas o cotidiano dos brasileiros. Desse modo, é necessário refletir nas problemáticas que tangem ao assunto, como o negligenciamento governamental e a má influência midiática.
Em primeiro lugar, conforme o conceito de “Banalidade do Mal”, da filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Segundo a CNN, na China, a segurança pública espalhou câmeras por todo o território para vigiar a população, reconhecendo suas identidades através de um algoritmo. Embora não seja novidade aos chineses, isso manifesta a erosão da privacidade, um imbróglio que acomete o Brasil por conta da facilidade em conseguir dados de alguém na internet. Nesse viés, a escassez de projetos estatais que torne os brasileiros seguros desse mal contribui com o estigma. Em virtude disso, a nação é omitida de um regularmento rígido que proteja a integridade de suas informações pessoais.
Ademais, segundo o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia, não deve se tornar mecanismo de opressão. Nota-se, então, que a desinformação é outro distúrbio atrelado da inteligência artificial. Nesse sentido, a mídia não cumpre seu papel ao não promover notícias sobre os cuidados que o Estado deve ter perante ao tema, tampouco os impactos dessa tecnologia hábil de controlar desde o financeiro, até o sistema de armamento de um país. Consequentemente, há a insegurança da população diante de algo tão poderoso e perigoso, apto até mesmo de criar imagens, vídeos e manipular frases falsas na voz de determinada pessoa para beneficiar — ou prejudicar — alguém.
Portanto, é preciso que haja um direcionamento adequado de verbas para o Ministério da Ciência e Tecnologia, na intenção de incentivar o estudo e o aprimoramento tecnológico, além de paletras gratuítas e debates para familiarizar os brasileiros dessa temática. Por fim, cabe ao poder Legislativo criar leis que coloque limites éticos e morais aos avanços dessa inteligência, e assim, máquinas superdotadas não serão uma ameaça no futuro.