Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 31/10/2023

Sobretudo, ao analisar a frase da filósofa existencialista Simone de Beauvoir “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, observa-se que pode servir de metáfora as medidas para o enfrentamento da recorrência dos impasses éticos e morais do uso de inteligência artficial, uma vez que por mais danosa que seja a situação, poucos são os esforços para resolvê-la. Diante disso, essa situação aumenta ainda mais o incentivo a falta de pensamento crítico, ademais a privacidade dos usuários.

Analogamente, o longa metragem “Wall-e” dos estúdios pixar é retratado um futuro distópico na qual as pessoas vivem pela IA não possuindo qualquer pensamento crítico ou criatividade, fora da ficção, isso tem aumentado cada dia mais, ao ver o uso dos impasses éticos e morais do uso de inteligência artificial, ao invés de buscarem o conhecimento, utilizam de métodos mais simples como o “chatgpt”.

Visto a problemática atual, Chelsea Manning, especialista em segurança, alerta um dos riscos das IAs em sua seguinte citação “Certamente, muitos problemas de privacidade que vemos nos últimos 15 anos continuarão”, isso se deve a inexistência de uma legislação com foque nas inteligências artificiais, por conta de funcionarem a base de diversos servidores e uma quantidade significativa de dados, dessa forma sendo um grave problema à ética e moralidade.

Em suma, é necessário que o Estado tome providências, por meio do Ministério da Educação junto do Ministério da Cultura, crie campanhas voltadas aos jovens estudantes, a fim de explorarem o uso saudável das IAs sem menosprezar a criatividade humana, elas seriam realizadas por profissionais das artes e tecnologia. Ademais, cabe ao Poder Legislativo, criar uma legislação focada nas inteligências artificiais, sendo votada por deputados e financiada pelas verbas públicas. Somente assim, os será amenizado as dificuldades éticas e morais do uso de Inteligência Artificial.