Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 02/09/2024
Jean-Jaques Rouseeau, filósofo do iluminismo francês, propõe um contrato social no qual o Estado deve arcar com a segurança e o bem-estar sociocultural da população. Todavia, em virtude da inserção da Inteligência Artificial no atual século, é válido reconhecer o seus problemas perante o bem-estar ético e moral dos cidadãos. Sob essa perspectiva, confrontando os ideais de Rousseau, é possível analisar o uso imoral da identidade de terceiros e a obliteração da formação educacional como os pilares da situação.
De início, é percebe-se que o forjamento identidário fomenta a relevância do entrave na sociedade, dado que, segundo o site ISTOE, cientistas de Dubai criaram uma inteligência artificial capaz de copiar a caligrafia do indivíduo, logo, sendo possível o uso dessa ferramenta de modo antiético para criar cadastros e manipular ações sem o mínimo consentimento do dono. Conforme o filósofo Immanuel Kant, a ética é universal e para reconhecê-la, devemos nos colocar no lugar do próximo, ou seja, ela é absoluta e requer solidariedade. Nesse sentido, percebe-se o uso da Inteligência Artificial de modo contrário à filosofia de Kant.
Além disso, vale ressaltar a diminuição na busca pelo conhecimento como uma característica preocupante. De acordo com Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a sociedade incorpora as estruturas sociais, isto é as reproduzem com naturalidade, visto que com o uso facilitado e respostas prontamente curtas, a procura pelas fontes, o estímulo à dúvida e a reflexão acabam sendo omitidos pela praticidade, ocasionando em um déficit na procura pelo conhecimento concreto e raciocínio próprio.
Urge, portanto, adoção de medidas que combatam o problema. Partindo desse ponto, o Ministério da Justiça deve promover leis que regulem o uso da nova tecnologia, junto ao Ministério da Educação com reforma do sistema de ensino, por meio de uma reunião plarlamentar e maior inclusão de modelos tecnológicos no sistema educacional. Assim, gerando punidades equivalentes ao público que utilizar assinaturas e identidades falsas, além da adaptação do novo modelo escolar para combater o desvio de educacional, para que, por fim, haja a erradicação dos impasses ao utilizar a Inteligência Aritifical.