Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 29/08/2024
No ano de 2024, os meios midiáticos brasileiros, tais como o G1, foram tomados por notícias como a contribuição da inteligência artificial (IA) para disseminação constante de informações falsas. Essas notícias, trouxeram um debate para o corpo social brasileiro, haja visto que sendo uma nova tecnologia, a operação de uma IA é marcada por desafios para o uso benéfico no Brasil. Nesse ínterim, para mediar a conjuntura, é imperioso enunciar os pilares da adversidade: a influência da lógica capitalista e a ineficácia governamental.
Diante desse cenário, cabe analisar a relação direta entre o capitalismo e o uso crescente da nova tecnologia no mercado brasileiro, onde empresas milionárias investem cada vez mais em pesquisas para o avanço da IA, buscando o lucro como fim máximo. De acordo com o empresário Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. Nessa perspectiva, é visível que os motivos capitalistas são um entrave no progresso benéfico em nossa sociedade.
Ademais, a ineficácia governamental acentua a problemática da causa. Em a Teoria Funcionalista, o sociólogo Émile Durkheim deixa claro que a sociedade só operará como um organismo vivo quando todas as partes funcionarem. Dessa maneira, é notório a interligação entre o governo atual brasileiro e os desafios para o uso benéfico de uma inteligência artificial, tendo em vista a cegueira do Estado quando trata-se do assunto. Portanto, o déficit de auxílio estatal se relaciona com o mau uso da tecnologia.
Em suma, constata-se que mudanças devem ocorrer para combater a problemática.Para isso, cabe ao Poder Legislativo, na condição de detentor dos meios legais de transformação, criar leis que tornem obrigatório o controle de conteúdo gerado por uma IA. Tal proposta deve ser aprovada por meio de um debate na Câmara dos Debutados e ter como fim, o término de uma sociedade impregnada por fake news.