Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 20/06/2025

Com o avanço acelerado da tecnologia, a Inteligência Artificial tornou-se uma ferramenta cada vez mais presente na sociedade, presente em diversas áreas.

No entanto, apesar dos benefícios, seu uso ainda enfrenta desafios éticos, sobretudo em países como o Brasil, onde a desigualdade social e a falta de leis específicas dificultam um acesso justo. Diante disso, é urgente combater a negligência legislativa e promover uma integração responsável da IA à realidade brasileira.

Logo, em um país marcado por desigualdades sociais, como o Brasil, nem todos têm acesso aos recursos necessários para utilizar a inteligência artificial. Apesar de algumas ferramentas serem gratuitas, seu uso depende de internet, aparelhos modernos e conhecimento técnico ainda inacessíveis para muitos.

Esse cenário remete à Revolução Industrial, quando o progresso tecnológico

excluiu as camadas mais pobres. De forma parecida, a exclusão digital impede

que parte da população usufrua dos benefícios da IA, reforçando desigualdades já existentes.

Ademais, a ausência de regulamentação específica para o uso da inteligência artificial configura um risco relevante para a sociedade. De acordo com o filósofo Byung-Chul Han, o uso descontrolado da tecnologia pode intensificar processos

de exclusão e invisibilidade social. Nesse sentido, algoritmos mal programados ou

não supervisionados tendem a reproduzir preconceitos históricos, resultando em decisões injustas. Um exemplo emblemático é a utilização de sistemas automatizados em processos seletivos que rejeitam, de forma recorrente, candidatos negros, evidenciando uma forma sutil, porém grave, de discriminação. Dessa forma, a ausência de regras claras não apenas perpetua desigualdades estruturais, mas também amplia o risco de violação de direitos fundamentais.

Diante disso, é fundamental que o Governo Federal regulamente o uso da inteligência artificial, por meio da criação de uma comissão formada por especialistas em tecnologia e direitos humanos e investa em inclusão digital e que faça políticas públicas que levem internet de qualidade e educação tecnológica às regiões mais vulneráveis do país . Assim, a IA poderá se tornar uma aliada.