Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 29/07/2025

No filme, Operação Big Hero (2014), é contada a história de Hiro Hamada, um jovem prodígio da robótica, seu robô inflável, Baymax, programado para ser um assistente de saúde pessoal. Com o surgimento de um desastre na cidade, Hiro, seus amigos e o robô se unem para combater o mal. Neste enredo, a presença do robô Baymax, uma Inteligência Artificial, reflete os impactos do uso dessa tecnologia na sociedade atual. Diante disso, torna-se necessário combater os vieses algorítmicos e de discriminação, diante dos impasses éticos e morais do uso da Inteligência Artificial.

Inicialmente, convém analisar que, os sistemas inteligentes são programados para realizar tarefas associadas a inteligência humana. No entanto, os vieses algorítmicos presentes na sociedade afetam os direitos e as oportunidades da população, uma vez que podem ser desfavoráveis as muitas decisões tomadas com base em tecnologias automatizadas. Isso sucede devido á esses sistemas não serem capazes de compreender contextos com com a mesma sensibilidade e complexidade de um ser humano.

Ademais, vale ressaltar que as práticas discriminatórias quando ao uso da machine learning são cada vez mais evidentes. Isso ocorre porque indivíduos mal intencionados alimentam os sistemas com dados preconceituosos, contribuindo para que ocorra problemas que afetam os direitos do cidadão. Nesse sentido, a pesquisadora Ana Cristina Bicharra Garcia, afirma que “A inteligência artificial é poderosa, ela é como uma criança esperta que assimila tudo o que é apresentado mas que não possui análise crítica”. Contudo, evidencia-se como os sistemas de IA podem reproduzir práticas discriminatórias quando não há um controle crítico sobre os dados usados.

Diante do exposto, observa-se que os problemas mencionados anteriormente precisam ser resolvidos. Para isso, é necessário que a população exija que as empresas e o governo tornem os sistemas inteligentes mais transparentes. Além disso, o Governo Federal, por meio do MCTI, deve fiscalizar os algoritmos usados pelas empresas, vendo se estão alinhados aos direitos humanos e assim, minimizar os impactos negativos da IA e promover uma sociedade mais justa e igualitária.