Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 01/08/2025

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. De modo análogo, observa-se que a sociedade contemporânea enfrenta desafios constantes relacionados aos impasses éticos e morais do uso de inteligência artificial, em uma luta repetitiva que parece nunca alcançar uma solução definitiva. Nesse viés, é indiscutível que o problema da ética no uso de Inteligência Artificial ocorre, infelizmente, devido não só à negligência governamental, como também à banalização social da questão.

Diante disso, é válido ressaltar que a omissão estatal agrava sobremaneira essa problemática. De acordo com Aristóteles, em sua obra Ética a Nicômaco, cabe à política garantir a felicidade e o bem-estar dos cidadãos, o que evidencia a importância do papel governamental na resolução de questões sociais. No entanto, no caso da ética no uso de inteligência artificial, tal responsabilidade não é devidamente cumprida, uma vez que faltam políticas públicas eficazes, investimentos consistentes e fiscalização adequada para mitigar os efeitos do problema. Como consequência, a ausência de atuação governamental permite que a situação persista, afetando diretamente a qualidade de vida da população envolvida e perpetuando um ciclo de ineficiência estatal. Dessa forma, torna-se evidente o descompasso entre o ideal aristotélico e a realidade vivenciada, onde os direitos permanecem apenas no papel.