Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 02/08/2025

Analisando o contexto geral, existem muitos desafios éticos que o uso da inteligência artificial pode trazer. Visto que a sociedade não tem um senso de justiça correto, nem uso responsável e conhecimento de como a IA funciona. Além disso, a falta de leis que punam a invasão de privacidade, identifiquem responsáveis e localizem erros na programação dos algoritmos, está fazendo muita falta. Faz-se urgente o monitoramento legal desta tecnologia antes que seja tarde evitar danos irreversíveis.

É crucial lembrar que a União Europeia regulamentou desde 2021 o uso dessa tecnologia, através da Al Act (Lei de Inteligência Artificial). De acordo com o levantamento 2000-2022, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos CGEE, do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, o Brasil está na décima quinta posição do ranking global de publicações em IA. E mesmo assim, ele permanece em projeto de lei n° 2338 desde 2023: Esse cenário é alarmante! Dessa forma, a ausência de lei compromete a privacidade e facilita o uso indevido de dados. Considerando que há publicações acadêmicas sobre IA no Brasil há mais de duas décadas, é incoerente que ainda não exista uma regulamentação oficial.

Por outro lado, na pesquisa global do Google em parceria com a Ipsos de 2024, que foi realizada com 21 mil pessoas, em 21 países, incluindo mil brasileiros, constatou-se: 54% dos brasileiros usam IA generativa e 72% das empresas brasileiras adotam IA. E segundo a professora Dora Kaufmann, do Instituto de Estudos Avançados da USP, " a capacidade da IA de disseminar informações de forma mais eficaz, considerando tanto o público-alvo quanto o momento e canal apropriado, é propensa a abusos e pode representar uma ameaça à democracia, ou pode contribuir positivamente". Logo é de fundamental importância definir limites que respeitem a igualdade e transparência.

Tendo em vista os argumentos levantados, é de suma relevância a criação e fiscalização de leis específicas que abordem privacidade, segurança, responsabilidade e transparência. Dessa forma seria bem vida uma ação conjunta do governo com empresas para capacitar desenvolvedores e usuários sob uma consciência ética.Afinal é preciso garantir que essa tecnologia seja benéfica a todos.