Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 29/07/2025

No século 21, as novas tecnologias impulsionaram a Inteligência Artificial (IA), que vem alterando campos como comunicação e profissões. Contudo, sua rápida evolução levanta questões éticas e morais ligadas à independência das máquinas e à repetição de injustiças sociais. A história “Eu Não Tenho Boca e Preciso Gritar”, de Harlan Ellison, retrata uma IA que, ao despertar para a consciência, domina e maltrata os últimos humanos, mostrando o risco de uma tecnologia sem ética. Desta forma, é crucial debater a necessidade de leis para a IA, assegurando que seu uso defenda a liberdade, a honra e a justiça social.

Para começar, a independência exagerada dos sistemas de IA pode levar a atitudes inesperadas.A crescente presença da IA generativa, substituindo funções antes desempenhadas por pessoas, gerou indignação na sociedade, sobretudo entre os mais jovens, que temem a automação e a falta de empregos. Adicionalmente, o uso de deepfakes e a disseminação de publicidade online sofisticada acentuam as investidas de manipulação política e mental, alimentando o receio concreto de que as liberdades pessoais estejam ameaçadas.

Ademais, a IA pode manter desigualdades sociais, já que algoritmos treinados com dados antigos repletos de preconceitos reforçam discriminações em seleções de emprego e decisões judiciais. Essa situação indica que a tecnologia espelha falhas humanas, como acontece no conto, em que AM demonstra sentimentos distorcidos que vieram de seus criadores. Assim sendo, a falta de critérios éticos coloca em risco a justiça social.

Portanto, o governo nacional, em colaboração com entidades globais e companhias do setor tecnológico, precisa estabelecer normas e legislações direcionadas à IA, através da instituição de grupos formados por diversos profissionais e membros da comunidade. Tal medida assegurará a clareza e um acompanhamento contínuo, juntamente com a definição de punições para as organizações que aplicarem algoritmos parciais ou sistemas independentes desprovidos de intervenção humana. Deste modo, será viável equilibrar o progresso e a ética social, impedindo que o mundo real se assemelhe ao cenário pessimista idealizado por Ellison.