Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 30/07/2025
Em “Admirável Mundo Novo”, Aldous Huxley retrata uma sociedade em que o avanço tecnológico redefine valores éticos e morais. De forma semelhante, o uso da Inteligência Artificial na atualidade levanta dilemas ao ultrapassar limites humanos e automatizar decisões sensíveis. Diante disso, é essencial analisar o tema, sobretudo diante da omissão midiática e da negligência governamental em regulamentar seus impactos.
Sob esse viés, é nítido que a omissão governamental contribui diretamente para os impasses éticos e morais ligados ao uso da Inteligência Artificial. Nesse sentido, o jornalista Gilberto Dimenstein, na obra Cidadão de Papel, denuncia como os direitos previstos na Constituição muitas vezes não se concretizam na prática, evidenciando um Estado ausente diante das necessidades sociais. Analogamente, no contexto tecnológico atual, essa negligência se manifesta na falta de regulamentações e fiscalização adequadas sobre o uso da IA, permitindo abusos que ferem a ética e os direitos individuais. Consequentemente, a sociedade permanece vulnerável a decisões automatizadas sem critérios humanos, agravando desigualdades e injustiças.
Ademais, é válido ressaltar que a omissão da mídia intensifica os impasses éticos e morais da Inteligência Artificial. Segundo George Orwell, “a mídia controla a massa”, revelando seu poder de moldar percepções. No Brasil, essa influência tem sido usada para glorificar o avanço tecnológico, enquanto ignora seus riscos sociais. Ao não promover um debate crítico, a mídia contribui para a naturalização do uso da IA sem filtros morais, enfraquecendo o senso crítico da população. Como consequência, a sociedade permanece desinformada e vulnerável à falta de políticas eficazes.
Portanto, o Governo Federal, por meio do Congresso Nacional, deve criar leis que regulem o uso da Inteligência Artificial, garantindo limites éticos. Paralelamente, a mídia, por meio de campanhas educativas, precisa conscientizar a população sobre os riscos da tecnologia. Assim, será possível reduzir a negligência estatal e midiática, promovendo um uso responsável e seguro da IA.