Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 01/08/2025

O filme “Her”, dirigido por Spike Jonze, é uma obra muito sensível que retrata uma relação afetuosa entre um homem e uma Inteligência Artificial. Nos dias atuais, essa realidade não é muito distante, visto que a I.A. tem ocupado espaço notório na sociedade. Diante disso, combater impasses éticos e morais do uso da Inteligência Artificial torna-se um desafio urgente, que requer tanto educação ética e tecnológica quanto a criação de legislações e regulamentações específicas.

Nessa perspectiva, a falta de educação ética e tecnológica é um problema atual e recorrente. De acordo com um relatório da UNESCO (2021), em países de baixa renda, mais de 60% dos alunos não possuem o devido acesso à formações de alfabetização digital, tampouco em I.A. A falta dessas instruções pode aumentar consideravelmente o uso irresponsável dos recursos apresentados. Por isso, ampliar a educação ética e tecnológica é de extrema importância para que a problemática seja reduzida de forma significativa.

Além disso, a criação de legislações e regulamentações específicas sobre o assunto também é uma questão vigente. Na União Europeia, existe uma Lei que foi aprovada em março de 2024 chamada “Al Act”, que define regras específicas e obrigatórias para o desenvolvimento, uso e comercialização de sistemas de Inteligência Artificial dentro dos países membros da União Europeia. No entanto, poucos países possuem leis específicas já em vigor, aumentando o uso desequilibrado das I.A’s. Diante disso, a criação de regulamentações e legislações específicas é crucial para que tais problemas sejam solucionados.

Perante o exposto, combater os impasses éticos e morais do uso da Inteligência Artificial é uma questão atual que requer ampliar a educação ética e tecnológica e criar legislações e regulamentações específicas sobre o tema. Tendo isso em vista, órgãos como Parlamentos e Congressos Nacionais dos países, responsáveis por criar e aprovar leis formais, devem se responsabilizar por criar legislações e regulamentações específicas sobre o uso indisciplinar da Inteligência Artificial. Com isso, será possível criar uma sociedade mais responsável e ética perante as inovações presentes nos dias atuais.