Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 02/08/2025

O uso da inteligência artificial (IA) tem moldado a sociedade, de maneira rápida, os modos de vida contemporâneos. Vai de algoritimos que otimizam processos industriais até assistentes virtuais que interagem com seres humanos, A IA já não pertence mais ao estilo “ficção científica”, mas sim ao cotidiano. No entanto, as atualizações constantes não ocorrem de forma isenta. A ausência de autonomia e o risco de desumanização das relações são empasses consideráveis que demandam de mais atenção.

Em primeira análise, destaca-se a falta de legislações específicas que acompanhem o ritmo acelerado de desenvolvimento da IA. No Brasil, embora existam projetos de lei, como o PL 21/2020, ainda não há resultado ou progresso. Essa lacuna jurídica permite que diversas empresas utilizem algoritimos de forma transparente, na maior parte das vezes violando direitos fundamentais como o da privicidade. Um exemplo foi o uso de reconhecimento facial por orgãos públicos, que resultaram em abordagens sem o devido controle. Assim, a ausência de parâmeteos éticos claros coloca em risco a justiça social e a segurança individual.

Ademais, há o risco da desumanização. Ao atribuir a algoritimos a tomada de decisões em setores sensíveis, como saúde, justiça e educação, há um enfraquecimento na autonomia humana. A IA é progamada, seus códigos não possuem sentimentos ou entendimento dos mesmos, assim criando situações como: negar o acesso a um tratamento psicológico com base em estátistixas, desconsiderando fatores humanos.

Portanto, é esperado que a sociedade enfrente os impasses étixos e morais do uso da inteligência artificial. Para tanto, o Estado deve tomar à frente e aprovar uma legislação nacional específica que acompanhe os desenvolvimentos e uso da IA. Por fim é necessário que empresas do setor de tecnologia adotem códigos de conduta que priorizem o bem-estar coletivo acima do lucro. Assim, será possível construir um futuro em que a inteligência artificial sirva a humanidade - e não o contrário.