Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 01/08/2025

“A ciência sem consciência é a ruína da alma.” A frase do humanista e filósofo francês François Rabelais, revela a importância de uma profunda reflexão da consciência na prática da ciência principalmente diante dos avanços tecnológicos. No cenário atual, esse pensamento se torna especialmente relevante aos impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial. Entre os principais desafios, destacam-se a ausência da criatividade humana, especialmente entre a geração Z, e a escassez de autoria original em obras artistícas e culturais.

Em primeira análise, o uso excessivo da Inteligência Artificial no cotidiano, tem levado as pessoas a deixarem de exercitar suas habilidades criativas, essas ferramentas diminuem o esforço mental, gerando um “descarregamento cognitivo” decaindo o pensamento crítico e apresentando menor atividade cerebral nas áreas ligadas à atenção e criação. Pesquisas apontam que o ser humano está ficando cada vez maisignorantes, a diminuição de QI (Quociente de Inteligência) foi de praticamente de 7 pontos de uma geração a outra, sendo a última a que apresentou menor inteligência, aumentando a preocupação entre os especialistas a respeito do uso excessivo da Inteligência Artificial a longo prazo.

Com instrumentos capazes de imitar a capacidade humana, tornando-se dificil distinguir o que foi criado por uma pessoa e o que foi gerado por uma máquina. Essa dúvida ameaça a diversidade cultural, desvaloriza o trabalho artístico genuíno. Levando à padronização da arte, limitando a diversidade de expressões, já que as IAs tendem a reproduzir padrões existentes em vez de criar algo novo.

Dessa forma, é fundamental repensar o uso da IA em diferentes setores. O ministério da educação, por exemplo, pode criar programas de incentivo à criatividade, de maneira crítica e promovendo o pensamento original e o protagonismo estudantil. Já orgãos culturais e jurídicos devem desenvolver regulamentações que garantam transparência sobre autoria de obras e promovam o valor da produção humana. Assim, será possível usar a ferramenta supracitada como mecanismo de apoio, sem comprometer os pilares criativos e éticos da sociedade.