Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 02/08/2025
A inteligência artificial (IA) tem proporcionado vários benefícios para inúmeras áreas da sociedade ao longo de seu desenvolvimento. Entretanto, à medida que avança, também levanta consigo importantes dilemas éticos e morais. Sem um limite consciente para seu uso e evolução, poderá causar sérias consequências para a sociedade. Nesse contexto, é possível identificar dois problemas centrais: a sua imparcialidade, já que a tecnologia absorve valores de uma sociedade marcada por preconceitos e desigualdades e o uso da IA sem considerar adequadamente suas consequências, ressaltando o impacto na educação e no mercado de trabalho.
Sob esse prisma, é necessário questionar a imparcialidade das IAs em sua tomada de decisões, uma vez que elas absorvem os valores preconceituosos e desiguais de nossa sociedade. Um exemplo claro dessa realidade ocorreu em 2016, com o lançamento do Tay, um chatbot da Microsoft programado para aprender com interações humanas em redes sociais. Em pouco tempo, a IA passou a emitir comentários racistas e sexistas, refletindo o conteúdo tóxico das mensagens dos usuários. Dessa forma, percebe-se como os preconceitos estruturais da sociedade interferem negativamente na tomada de decisão das máquinas.
Ademais, é importante ressaltar os riscos do uso da inteligência artificial sem a devida consideração de suas implicações, principalmente na educação e no mercado de trabalho. Nesse cenário, reportagens da BBC, como “O ChatGPT está nos deixando burros?”, apontam que a IA tem provocado mudanças na forma como pensamos e trabalhamos, tornando-nos cada vez mais dependentes de soluções automatizadas. Essa dependência tem gerado impactos negativos sobre a nossa capacidade cognitiva. Nesse viés, é perceptível o quanto ela pode afetar não apenas o aprendizado, mas também a trajetória profissional das pessoas.
Portanto, é necessário estabelecer limites éticos e morais no uso das IAs. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação promover uma mudança no pensamento dos jovens, futuros trabalhadores, sobre como utilizar essa tecnologia de forma responsável, por meio de palestras periódicas que discutam, de forma interativa, como usá-la em benefício próprio. A fim de formar adultos conscientes, capazes de empregar as novas tecnologias como aliadas na construção do conhecimento.