Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 30/07/2025

Segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade, “No meio do caminho tinha uma pedra, uma pedra no meio do caminho”. Os versos deste poema podem exemplificar, na atualidade, os perigos da presença de sistemas inteligentes não só como meios no mundo contemporâneo, mas também na má qualificação da educação. Com efeito, há de se combater não somente a omissão do Estado, e o individualismo.

Diante desse cenário, para o Político Italiano Norberto Bobbio em sua obra “O dicionário da política” aborda-se os direitos humanos, a política e a função do Estado. Para ele, todo ser humano deve ter seus direitos básicos e o Estado deve exercer as leis não só teoricamente, mas na prática. Entretanto, a falta de professores qualificados em matérias tecnológicas como a informática e a robótica vigoram para uma deficiência de ensino ideal. Análogo a isso, perante a lei do Artigo 6º da Constituição Federal Brasileira, é um direito social básico o acesso á educação de qualidade para todos os cidadãos incluindo recursos e disciplinas tecnológicas para o mercado de trabalho e aprimoramento em conhecimento de sistemas. O Governo não demonstra preocupação em investimento de profissionais competentes na área, dessa forma os alunos não conseguem dominar a Inteligência Artificial para um maior aprendizado, mas sim para um vício.

Outrossim, o Político sul-africano Nelson Mandela combateu ao individualismo incentivando a participação de todos os seres humanos para uma nação justa e igualitária. Para que a sua ideia possa tornar-se realidade, cabe ao Estado contribuir nos avanços tecnológicos nas redes de ensino, para que por meio disso os estudantes entendam o funcionamento da Inteligência Artificial e suas inúmeras consequências como: privacidade, segurança e dependência de dados. A fim de reconhecer esses fatos e capturar essa inteligência de computador para não gerar vícios.

Contudo, o Ministério da Educação e dos Direitos Humanos (MDHC) deve disponibilizar tablets, computadores e disciplinas como computação e robotização incluindo especialistas nas redes de ensino para a erradicação desse problema.