Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 01/08/2025
No seriado “Cassandra”, retrata-se a história de um homem que projetou uma “casa inteligente”, equipada com um robô multifuncional. No decorrer do conto, a consciência da esposa do protagonista é transferida para o robô, que passa a agir de forma hostil, prejudicando e maltratando a família que reside na casa, ocasionando conflitos familiares, ansiedade e outros sentimentos negativos. Nesse viés, nota-se que a série faz uma crítica aos avanços tecnológicos atuais, nos quais a Inteligência Artificial pode ser um agente nocivo aos seres humanos quando utilizada sem critérios éticos. Acerca dessa lógica, torna-se notório que a dramaturgia está tangenciada ao avanço acelerado da IA e à ausência de leis pertinentes para a utilização dessa tecnologia.
Partindo desse raciocínio, a falta de leis pertinentes para a utilização da Inteligência Artificial tem agravado a problemática, pois grande parte da população desconhece o avanço tecnológico, enquanto uma minoria se aproveita dessa falta de conhecimento para agir de forma imoral. Como resultado, muitos ficam vulneráveis a riscos digitais, como golpes virtuais, que renderam cerca de 1,1 bilhão de dólares em 2023, segundo o site We Live Security. Além disso, crimes digitais como cyberbullying e falsidade ideológica ainda são frequentemente negligenciados pelas autoridades.
Além disso, o avanço desenfreado da tecnologia tem intensificado essa problemática, invertendo a lógica entre homem e máquina. Quando as pessoas passam a depender excessivamente da Inteligência Artificial para tomar decisões e realizar tarefas, delegam sua autonomia intelectual a sistemas que, por mais avançados, não possuem a consciência crítica e o sentimento que só a inteligência humana pode oferecer. Isso pode levar a um processo sutil de evasão do conhecimento, em que o esforço cognitivo deixa de ser exigido.
Portanto, para mitigar o impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial é necessário que o Governo Brasileiro revise e atualize as leis contra crimes digitais e fortaleça o monitoramento dessas práticas. Além disso, deve promover palestras de conscientização em ambientes públicos, com o objetivo de alertar e informar a população sobre os riscos e cuidados no uso da tecnologia e a IA.