Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 01/08/2025

Diante da conclusão da série Black Mirror, é notável a preocupação com os limites éticos e morais que acompanham a inteligência artificial (IA). Nesse sentido, em virtude da ausência de regulamentação clara e da desumanização das relações promovida por máquinas inteligentes, surge um complexo problema na contemporaneidade.

Em primeiro plano, cabe ressaltar a ausência de regulamentação clara no uso da inteligência artificial. Segundo a filósofa Hannah Arendt, a banalização do mal ocorre quando decisões graves são tomadas sem reflexão ética. Sob essa lógica, há um risco crescente de que sistemas de IA sejam usados de maneira arbitrária e sem responsabilização, como consequência, algoritmos podem tomar decisões discriminatórias ou perigosas, sem que haja um responsável direto. Por conseguinte, o quadro apresentado precisa ser alterado.

Ademais, é importante salientar a desumanização das relações promovida pelo uso excessivo de IA. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, vivemos tempos de “relações líquidas”, onde os vínculos humanos se tornam cada vez mais frágeis. Sob esse viés, tem-se como consequência a substituição de interações humanas por respostas automatizadas, o que enfraquece a empatia, a solidariedade e a escuta ativa. Tal consequência ocorre quando a tecnologia passa a mediar todas as formas de comunicação, desvalorizando a dimensão afetiva e subjetiva das relações. Assim sendo, são de suma importância medidas que interfiram nesse problema ético-social.