Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 31/07/2025

A ética provoca debates acirrados na sociedade desde os tempos do filósofo Aristóteles. Como ela é definida a partir da moral humana, algo que, por sua vez, sofre influência de questões sociais e culturais, chegar a um consenso global sobre determinados temas é um desafio e tanto. Com o avanço tecnológico, o debate sobre a ética ganha nova proporção e envolve mais participantes, que enxergam riscos que vão desde a banalização de abusos de privacidade até o agravamento do preconceito e da discriminação contra determinados grupos da população. Muitos desses riscos estão atrelados à inteligência artificial, uma vez que a tecnologia avança de forma rápida e descentralizada, sem parâmetros claros, e desenvolvida por humanos com os mais variados vieses e preconceitos. Instituições de ensino e pesquisa já se movimentam para propor um direcionamento ético para o avanço tecnológico. Entre elas está a Universidade de Stanford, referência mundial em inovação e tecnologia, que lançou um centro de pesquisa interdisciplinar com a meta de reunir formuladores de políticas públicas, pesquisadores e estudantes responsáveis pela elaboração das tecnologias do futuro. Vários governos e até mesmo empresas também já revelaram preocupação a respeito de questões éticas, emitindo sugestões de conduta para as iniciativas em IA. Em primeiro lugar é necessário esclarecer, que somente nas últimas décadas, a humanidade foi capaz de desenvolver toda tecnologia e informação em milênios de sua existência. Devido a isso, muitos se preocupam com a rapidez dos seus avanços e temem o surgimento de malefícios junto a eles. A exemplo, o sistema de segurança pública chinesa, que por espalhar câmeras por todo seu território, consegue vigiar a população e encontrar e conter criminosos devido um algorítimo robótico. Embora consiga garantir a segurança publica, muitos sentem que sua liberdade foi retirada, devido a extrema vigia estatal. Dessa maneira, é necessário que centros de pesquisas abram espaço para a população opinar frente a esses avanços e expressarem o que sentem diante de tantas mudanças.