Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 31/07/2025

De acordo com Stephen Hawking, a inteligência artificial pode ser a melhor ou a pior coisa que já aconteceu à humanidade. Diante disto, não se deve remover a responsabilidade pessoal sobre o uso dessas tecnologias, que podem trazer melhorias ou consequências para o mundo atual. Nesse sentido, é coerente levar em consideração o desenvolvimento tecnológico natural e a própria consciência do indivíduo acerca do uso das Inteligências Artificiais (IA).

Assim sendo, o desenvolvimento tecnológico é algo que continua e permanecerá acontecendo, dessa forma é essencial que a sociedade aprenda a lidar com ele. No contexto da Quarta revolução industrial, esta que pode ser definida como a integração de tecnologias digitais e físicas no ambiente industrial, resultando em sistemas de produção mais eficiente, as pessoas têm muito acesso a esses avanços tecnológicos, um deles sendo a IA, que, apesar de otimizar e facilitar tarefas, também levanta dilemas éticos. Por exemplo, a dependência nas IAs para execução de tarefas, leva a diminuição do pensamento crítico, uma habilidade essencial para a resolução de problemas complexos.

Ademais, não se deve isentar a reponsabilidade individual diante da ferramenta. Assim como, ilustrado em episódios da série Black Mirror, nos quais o mau uso da tecnologia resulta em perdas éticas e sociais irreparáveis. Nesse contexto, o uso da IA para propagar desinformação, manipular opiniões ou violar direitos não pode ser justificado apenas pela facilidade do recurso tecnológico. Logo, cada indivíduo deve agir com senso crítico, refletindo sobre os limites entre o útil e o prejudicial. Portanto, é de estrema importância discussões sobre aspectos ligados à integridade e ao respeito social diante das tecnologias inteligentes. Para isso, o governo, órgão responsável por garantir a condição e existência de todos, deve criar normas claras para o uso e a responsabilização das IA autônomas e campanhas de inserção da educação digital crítica nas escolas, por meio de leis e criação de disciplinas nas escolas voltadas para educação tecnológica, a fim de gerar maior responsabilidade sobre os próprios atos e formar cidadãos mais conscientes. Assim, garantindo um uso ético e consciente dos sistemas inteligentes.