Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 01/08/2025
Na ficção, “Não tenho boca e preciso gritar”, de Harlan Ellison, apresenta a AM, uma inteligência artificial que foi criada para controlar e coordenar estratégias militares, mas, com o passar do tempo, a IA adquiriu consciência própria e desenvolveu um ódio profundo pela humanidade que a criou e aprisionou, exterminando quase toda a população. Percebe-se que, por mais que se trate de uma obra distópica, ela representa os cuidados necessários para se criar uma IA e como ela foi sendo utilizada ao longo do tempo.
Nesse sentido, estão presentes leis cujo objetivo é permitir que o usuário aproveite a IA com segurança e sem sofrer ataques pessoais. Em abril de 2025, foi conformada oficialmente a lei nº 15.123/2025, que em seu 2º artigo trata sobre a violência psicológica, intensificada quando se utiliza IA em práticas como deepfakes e manipulação de imagens ou voz, evidenciando a gravidade da responsabilização pelo uso impróprio dessa tecnologia.
Em vista disso, o site de notícias CNN Brasil apresenta que, de acordo com a pesquisa “The State of AI in Early 2024”, realizada pela empresa de consultoria McKinsey, 72% das empresas globais, como Amazon e Microsoft, já adotaram a IA — um avanço significativo em comparação aos 55% registrados em 2023. Isso revela o quanto a tecnologia evoluiu de um ano para o outro, evidenciando a necessidade de acompanhar esse crescimento com normas e fiscalizações que assegurem seu uso responsável.
Portanto, ao analisar tanto as advertências presentes na ficção quanto os desafios concretos do mundo real, é possível perceber que a inteligência artificial, embora represente um avanço notável, demanda vigilância constante e regulamentações éticas. Somente assim será possível garantir que seu desenvolvimento esteja alinhado ao bem-estar coletivo, para que se torne uma ferramenta de progresso e não uma ameaça ao futuro da humanidade.