Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 31/07/2025
No seriado Barbie, há um personagem robô movido por inteligência artificial. Em certos episódios, o robô apresenta falhas graves, agindo de forma imprevisível e até ameaçadora. Essa representação fictícia reflete uma realidade atual: a inteligência artificial é uma ferramenta que pode ser extremamente útil, mas também prejudicial, dependendo de como é utilizada. A IA torna-se nociva quando substitui a capacidade humana de realizar tarefa e, ainda mais preocupante, quando é utilizada inadequadamente e de forma corrupta.
Certamente, o avanço da Inteligência Artificial proporciona às pessoas meios mais simples e eficientes de realizar diversas atribuições, por meio de mecanismos, como o ChatGPT, por exemplo. Entretando, estudos apontam os riscos do uso excessivo dessas tecnologias. De acordo com uma reportagem da Fast Company Brazil, a alta confiança em ferramentas de IA reduz o esforço cognitivo aplicado pelas pessoas em suas tarefas diárias. Esso é um problema grave, que tende a se agravar com o passar do tempo.
Ademais, outro efeito colateral é o uso corrupto da IA, uma ação cometida principalmente por adolescentes que estão comprometendo sua integridade e utilizando essas ferramentas para a realização de tarefas escolares. Uma matéria da New York Magazine revelou que os estudantes estão usando a IA em massa, burlando sistemas educacionais, e, como consequência, acabam prejudicando a si mesmos.
Nesse contexto, é possível concluir que o uso inadequado da inteligência artificial, embora aparente ser um atalho, funciona como uma armadilha que sabota o desenvolvimento pessoal dos jovens que a utilizam. Algumas medidas já foram tomadas, como a criação da Lei nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares em escolas. No entanto, caso essas medidas não se mostrem eficazes, o Governo Federal deveria cogitar medidas mais drásticas, como a restrição, ou até o banimento do principal serviço de IA no país, o ChatGPT.