Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 31/07/2025
A inteligência artificial (IA) tem se destacado como ferramenta promissora na pesquisa científica, otimizando análises e ampliando o acesso a dados. Contudo, seu uso levanta dilemas éticos, sobretudo quanto à privacidade. A coleta de informações sensíveis para treinar algoritmos pode ocorrer sem o consentimento explícito dos indivíduos, violando direitos fundamentais. Em estudos sociais, por exemplo, é necessário proteger a identidade dos participantes, evitando riscos de exposição ou discriminação. No campo da saúde, a falta de transparência sobre como os algoritmos funcionam pode comprometer a confiança entre médicos e pacientes. Outro ponto crítico é a reprodução de preconceitos. Em 2018, a Amazon desativou um sistema de triagem de currículos que favorecia homens, evidenciando como a IA pode perpetuar desigualdades se não for monitorada. Diante disso, é urgente regulamentar seu uso na pesquisa. Propõe-se que o Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, desenvolva protocolos obrigatórios de transparência e proteção de dados, acompanhados de campanhas educativas em universidades e centros de pesquisa, a fim de garantir práticas éticas e informadas. Portanto, a IA oferece avanços significativos, mas seu uso deve estar alinhado a princípios éticos, assegurando a dignidade e os direitos dos indivíduos envolvidos.