Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 31/07/2025

A obra “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick, apresenta um futuro em que a tecnologia, especialmente a Inteligência Artificial (IA), ultrapassa os limites da moralidade humana. Diante da conclusão do longa-metragem, é notável a preocupação com o controle e os impactos éticos da inteligência artificial, que acompanha o uso indiscriminado da IA na sociedade contemporânea. Nesse sentido, em virtude da falta de regulamentação no desenvolvimento tecnológico e do risco de desumanização das relações humanas, surge um complexo problema na contemporaneidade.

Em primeiro plano, cabe ressaltar a ausência de regulamentação ética e jurídica. Segundo Yuval Harari, historiador e filósofo, a inteligência artificial pode ser usada tanto para a construção quanto para a destruição da sociedade, dependendo das mãos que a controlam. Sob essa lógica, há o uso da IA de forma irresponsável como consequência, prejudicando direitos fundamentais, como a privacidade e a liberdade individual. Por conseguinte, o quadro apresentado precisa ser alterado.

Ademais, é importante salientar o risco de desumanização das relações humanas. De acordo com a série “Black Mirror”, as tecnologias, ao se tornarem cada vez mais inteligentes, passam a substituir o contato humano, levando a uma sociedade fria e automatizada. Sob esse viés, tem-se como consequência o afastamento interpessoal e a substituição da empatia por respostas programadas. Tal cenário de distanciamento social e emocional ocorre à medida que humanos confiam mais em máquinas do que em pessoas, afetando a construção de vínculos reais. Assim sendo, são de suma importância medidas que interfiram no cenário atual de negligência ética frente à IA.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que o Governo Federal invista em leis específicas e fiscalizações rígidas, para o uso responsável da inteligência artificial, por meio de debates públicos, com especialistas e cidadãos, a fim de garantir o respeito à ética e aos direitos humanos. A partir dessas ações, poderá se consolidar um Brasil mais consciente e mais humano.