Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 01/08/2025

A frase comumente atribuída a Albert Einstein “Temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas”, embora sem comprovação oficial, ilustra o receio quanto ao uso excessivo das tecnologias. No cenário atual, a inteligência artificial, apesar de seus benefícios, tem provocado impasses éticos e morais, como a dependência intelectual e a disseminação de desinformação. Tornando urgente refletir sobre os limites éticos e sociais do uso dessa tecnologia.

Em primeiro plano, observa-se que o uso acrítico da inteligência artificial pode comprometer o desenvolvimento cognitivo. No diálogo Fedro, Platão relata que o rei Thamus criticou a escrita por tornar as pessoas dependentes da memória externa. De forma semelhante, muitos estudantes utilizam a IA para evitar o esforço intelectual. Segundo pesquisa da Chegg.org, 52% dos universitários brasileiros usam IA nos estudos, sendo que 45% o fazem para economizar tempo. Esse comportamento enfraquece o pensamento crítico e exige um uso mais consciente da tecnologia na educação.

Além disso, a IA tem sido empregada para gerar conteúdos enganosos. Um exemplo foi a imagem falsa do Papa Francisco com um casaco estilo “puffer”, sendo amplamente compartilhada como real, embora tenha sido gerada por inteligência artificial. Tal fato revela como a IA pode manipular a percepção coletiva. Nesse contexto, há um provérbio que diz “O seu entendimento e a sua sabedoria o protegerão e o livrarão de fazer o mal. Assim, você ficará longe das pessoas que vivem dizendo mentiras.” Assim, quando usada sem critérios éticos, a tecnologia compromete valores morais e o senso crítico da população. Resultando na urgente intervenção midiática e digital, a fim de que os indivíduos desenvolvam a capacidade de identificar e combater conteúdos artificiais maliciosos.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação promova campanhas e reformule diretrizes escolares, a fim de estimular o uso consciente da inteligência artificial e o pensamento crítico. Paralelamente, a sociedade civil deve adotar uma postura vigilante diante das tecnologias, combatendo a desinformação e garantindo um ambiente digital mais ético e confiável.