Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 31/07/2025
Durante a pandemia de coronavírus, em 2020, a tecnologia teve um avanço notável em termos de comunicação e acesso a produtos internacionais. Um exemplo disso foi a expansão da inteligência artificial (IA), que se tornou presente no cotidiano das pessoas. No entanto, quando usada sem responsabilidade, essa ferramenta pode causar impactos éticos preocupantes, como violação da privacidade, manipulação de informações e aumento das desigualdades sociais. Diante disso, é essencial refletir sobre os principais impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial.
Em primeiro lugar, a IA tem sido usada por empresas com foco exclusivo no lucro, evidenciando um cenário de egoísmo corporativo. Um exemplo disso é a coleta de dados pessoais sem consentimento, o que fere a privacidade dos usuários. O documentário O Dilema das Redes (2020) mostra como plataformas digitais manipulam o comportamento dos usuários para gerar engajamento, mesmo que isso provoque vício e desinformação. Desse modo, a tecnologia, em vez de servir à sociedade, passa a atender apenas interesses econômicos.
Ademais, a IA pode ampliar desigualdades e tornar invisíveis os grupos vulneráveis. A pesquisadora Joy Buolamwini revelou que sistemas de reconhecimento facial falham com rostos negros e femininos, por serem treinados com dados excludentes. Isso demonstra que a tecnologia reflete preconceitos humanos e históricos. Sem fiscalização, esses erros se repetem e acabam reforçando padrões discriminatórios de forma automatizada.
Portanto, é urgente que o Estado crie leis que regulamentem o uso da IA e garantam sua aplicação ética. Além disso, é fundamental investir em educação digital, para que a população compreenda os riscos envolvidos. Somente assim, será possível aproveitar os benefícios da inteligência artificial sem comprometer os direitos humanos.