Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 31/07/2025

No livro de ficção cientifica Neuromancer é retratado um futuro distópico onde a inteligência artificial atingiu um patamar em que uma IA é quem controla o Estado. Diante disso, fora do âmbito ficcional, é fato que, com o avanço tecnológico surgiu novos dilemas, como os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial, dessa forma, torna-se necessário discutir sobre a crescente dependência em IAs e a privacidade dos dados pessoais na internet.

Nesse contexto, “O espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia.” a frase de Albert Einsten demonstra que, apesar da modernização, a tecnologia não deve substituir pessoas. Conseguinte, uma tecnologia que vem se popularizando são os chamados “chat bots”, ferramentas IA por texto, que prometem dar respostas rápidas e objetivas, no entanto, a popularização do recurso também trouxe à tona um problema, a dependência dele. Assim, é notório a necessidade do uso consciente dos avanços tecnológicos de forma que a sociedade não se torne subordinada a eles.

Ademais, apesar do uso indiscriminado das IAs pela população pouco se fala sobre a forma que, a mesma utiliza de dados para formular suas respostas, dados esses retirados da internet, o que muitos não sabem é que ao se cadastrar em muitos dos sites e redes sociais atuais, se está automaticamente concordando em fornecer seus dados para desenvolvedores dessas IAs, essa falta de clareza e transparência é uma violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), lei brasileira que regula o tratamento de dados pessoais.

Em suma, a fim de mitigar os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial, cabe ao Governo Federal em conjunto com o Ministério da Educação a conscientização da população sobre a dependência em IAs, por meio de palestras em escolas e orientações disseminadas nas mídias sociais, de forma a não naturalizar a preferência à tecnologia ao invés de humanos. Além disso, é dever do Poder Legislativo, com seus recursos garantir o cumprimento da LGPD, por meio de fiscalizações mediante a utilização de dados pessoais por empresas, no intuito reforçar a transparência do uso dos mesmos. Portanto, apenas dessa forma será possível evitar um futuro análogo ao de Neuromancer.