Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 01/08/2025
Na série Black Mirror, criada pela plataforma Netflix, evidencia diversos episódios retratam um futuro distópico em que a tecnologia, apesar de seus avanços, afeta negativamente a vida dos usuários por falta de limites éticos. Nesse viés, no Brasil e no mundo, o uso da Inteligência Artificial (IA) levanta discussões importantes sobre problemas éticos, como a substituição de trabalhadores por máquinas e o uso de algoritmos que podem reforçar preconceitos e desigualdades. Diante disso, são evidentes a substituição do trabalho humano por máquinas e a reprodução de preconceitos e desigualdades por meio de algoritmos torcidos.
Primeiramente, é preciso atentar aos desafios da adoção da IA e a substituição progressiva da mão de obra humana por sistemas automatizados. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, já alertava para a “descartabilidade” do ser humano na lógica capitalista. Nesse sentido, a desvalorização do trabalho humano, provocada pelo uso desenfreado da IA, agrava as desigualdades sociais e fere princípios éticos de justiça e equidade, sobretudo quando não há políticas públicas para requalificação profissional. Contudo, isso contribui para o aumento do desemprego estrutural em setores que utilizam robôs e softwares para substituir funções operacionais.
Além disso, a utilização da IA em processos decisórios apresenta problemas graves relacionados à perpetuação de preconceitos e discriminações. Segundo o documentário Coded Bias, mostra como sistemas de reconhecimento facial têm mais dificuldade para identificar rostos de pessoas negras e mulheres, o que leva a erros graves. Ademais, algorítmicos mostram como a tecnologia precisa de uma supervisão ética constante, já que decisões automatizadas — como em seleções de emprego — aprofundam injustiças sociais. Portanto, Diante do exposto, esse problema necessita de regulamentação ética e técnica da IA.
Em suma, é fundamental que esta situação seja dissolvida. Para isso, o Ministério da Ciência e Tecnologia, junto com o Ministério do Trabalho, ofereça cursos de capacitação para trabalhadores em áreas que correm risco de serem automatizadas, de forma gratuita e acessível, garantindo uma adaptação justa ao mercado. Somente assim será possível solucionar esta questão.