Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 01/08/2025

Isaac Asimov, conhecido como o pai da robótica, em seu livro “Eu, Robô”, retrata contos de um futuro pouco distante, onde a Inteligência Artificial (IA) é utilizada para otimizar tarefas antes destinadas a humanos. Fora da ficção, porém de modo semelhante ao descrito no livro, a tecnologia tem avançado exponencialmente desde o século XVIII, com a Revolução Industrial. Hoje, ela se faz presente dos casos mais triviais aos mais complexos. Entretanto, como também alerta Asimov, seu uso pode gerar impasses éticos e riscos à humanidade. Assim, é fundamental analisar tais fatores para compreendê-los e preveni-los.

A princípio, as Inteligências Artificiais como o nome sugere despertam questões filosóficas, ao provocarem debates sobre o que define uma consciência. No jogo “Overwatch”, isso gera um conflito entre robôs e humanos, quando os primeiros passam a compreender sua própria existência e exigem igualdade. Tal questão é também discutida por Alan Turing, criador do “Teste de Turing”, que tenta distinguir consciências humanas das artificiais. Contudo, nem Turing nem Asimov abordam como evitar o surgimento desse nível tecnológico. Supõe-se, então, que seja apenas questão de tempo.

Visto que se trata de “quando” e não “se”, os riscos envolvidos devem ser considerados. O filme “Matrix” traz uma distopia onde as máquinas dominam os humanos, usando-os como meras fontes de energia. Apesar de exagerada – e contrária às leis da termodinâmica – a ideia ilustra possíveis consequências. Assim, as vantagens das IAs podem ceder lugar a desvantagens de proporções catastróficas, se não forem bem conduzidas.

Conclui-se, portanto, que é essencial prevenir possíveis ameaças do avanço tecnológico. Para isso, empresas como Microsoft, Meta e SpaceX devem investir em grupos de pesquisa sobre IA, financiando estudos nessa área. Com isso, seria possível garantir um avanço seguro e controlado. Por fim, a convivência entre humanos e máquinas pode se aproximar dos contos de “Eu, Robô” e se afastar da distopia de “Matrix”.